O resultado considera União, estados, municípios e empresas estatais, com exceção do setor financeiro e da Petrobras
O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 19 bilhões em fevereiro deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC). O resultado considera União, estados, municípios e empresas estatais, com exceção do setor financeiro e da Petrobras.
O resultado negativo foi puxado principalmente pelo governo federal, que apresentou déficit de R$ 28,5 bilhões. Por outro lado, os estados e municípios fecharam o mês com superávit de R$ 9,2 bilhões, enquanto as estatais tiveram saldo positivo de R$ 299 milhões.
No acumulado de 12 meses, o déficit primário do setor público chega a R$ 15,885 bilhões. Esse valor representa 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Banco Central, indicando deterioração nas contas públicas.
Quando se considera o resultado nominal, que inclui o pagamento dos juros da dívida pública, o déficit atinge R$ 939,8 bilhões. O número mostra a pressão dos encargos da dívida sobre o orçamento público.
A dívida bruta do governo geral também apresentou crescimento em fevereiro, alcançando R$ 9 trilhões, o equivalente a 76,2% do PIB. Isso representa um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Esse indicador é um dos principais observados por investidores e agências de classificação de risco para avaliar a sustentabilidade fiscal do país. Ele inclui os débitos do governo federal, INSS e governos regionais.
De acordo com o BC, a alta da dívida bruta foi influenciada principalmente pelos juros nominais apropriados (0,7 ponto percentual) e pelas emissões líquidas (0,1 ponto). Já o recuo do PIB nominal em 0,4 ponto ajudou a elevar esse percentual.
Em contrapartida, a dívida líquida do setor público, que desconta os ativos do governo, ficou em 61,4% do PIB. O índice também subiu 0,3 ponto percentual em relação a janeiro, refletindo a deterioração gradual das contas públicas.