Encontro em Islamabad tenta encerrar guerra e reduzir tensões globais
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegando a Islamabad para as negociações com o Irã neste sábado (11).
Altos representantes dos Estados Unidos e do Irã chegaram a Islamabad, capital do Paquistão, neste sábado (11), para iniciar negociações de paz após seis semanas de conflito. As conversas, mediadas pelo governo paquistanês, buscam um acordo que encerre a guerra e reduza impactos globais, especialmente no fornecimento de energia.
A delegação americana é liderada pelo vice-presidente JD Vance e inclui o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. Eles desembarcaram em uma base aérea durante a madrugada e foram recebidos por autoridades do Paquistão, entre elas o chefe do Exército, Asim Munir, e o chanceler Ishaq Dar. Já a delegação iraniana chegou na sexta-feira (10), liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.
Apesar da expectativa, o Irã levantou dúvidas sobre o início das negociações. Qalibaf afirmou que as conversas dependem de compromissos prévios dos Estados Unidos, como o desbloqueio de ativos iranianos e um cessar-fogo no Líbano. Ele disse que as negociações não começariam até que essas promessas fossem cumpridas. Em paralelo, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que "Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas na manga, a não ser uma extorsão de curto prazo do mundo usando as vias navegáveis internacionais. A única razão pela qual eles ainda estão vivos hoje é para negociar!".
As reuniões em Islamabad ocorrem em meio a forte esquema de segurança e após um cessar-fogo de duas semanas anunciado pelos Estados Unidos. No entanto, o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz continua afetando o fornecimento global de energia, enquanto os combates no Líbano seguem sem solução definitiva.
As negociações representam o diálogo de mais alto nível entre os dois países desde 1979 e podem influenciar diretamente o cenário geopolítico e econômico global. Ainda não há prazo definido para um acordo, e autoridades envolvidas indicam que as tratativas podem se estender conforme a complexidade dos temas em discussão.