Quarta-Feira, (04 de Novembro de 2026)
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Derrota de Trump nos EUA aumenta pressão pela saída de Netanyahu em Israel

Vitória dos democratas no Congresso americano fortalece oposição israelense e amplia incertezas sobre o futuro político do primeiro-ministro.

Por: Portal Amz em Pauta
04 de Novembro de 2026
Foto: Reuters

A vitória dos democratas nas eleições legislativas dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), aumentou a pressão política sobre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Líderes da oposição israelense afirmam que o resultado das urnas representa um sinal de desgaste da relação entre Netanyahu e Washington, tradicionalmente o principal aliado internacional de Israel. Com os democratas conquistando o controle das duas Casas do Congresso americano, adversários do premiê passaram a defender sua saída do poder.

O resultado americano ocorreu apenas uma semana após as eleições parlamentares israelenses, realizadas em 27 de outubro. Na votação, a coalizão de direita liderada por Netanyahu perdeu a maioria no Parlamento, mas conseguiu impedir que a oposição, comandada pelo centrista Gadi Eisenkot, conquistasse uma posição favorável para formar governo. Nenhum dos dois blocos alcançou os 61 assentos necessários para garantir maioria no Parlamento de 120 cadeiras, prolongando o impasse político no país.

 

Diante do cenário, o presidente israelense Isaac Herzog deve realizar consultas com representantes dos partidos nesta quarta-feira (4) e quinta-feira (5), antes de indicar um parlamentar para tentar formar o próximo governo. Netanyahu permanece como primeiro-ministro interino enquanto as negociações avançam. Caso nenhuma liderança consiga reunir apoio suficiente para estabelecer uma coalizão, Israel poderá ser obrigado a realizar novas eleições.

Os Estados Unidos são considerados o principal aliado estratégico de Israel há décadas, independentemente do partido que ocupa a Casa Branca. A parceria envolve cooperação militar, diplomática e financeira, com bilhões de dólares destinados anualmente à defesa israelense. Entretanto, o apoio a Israel passou a enfrentar questionamentos mais intensos entre políticos democratas e parte dos republicanos após a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, iniciada depois dos ataques do Hamas em outubro de 2023. As tensões também foram agravadas pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Na terça-feira (3), o presidente Donald Trump anunciou a intenção de encerrar a assistência militar anual de aproximadamente US$ 4 bilhões destinada a Israel. Segundo o republicano, a medida teria sido discutida anteriormente com Netanyahu e também ajudaria a retirar das campanhas democratas um argumento utilizado contra os republicanos. Apesar da declaração, a suspensão ainda enfrenta incertezas, já que o acordo de assistência militar entre os países prevê repasses até 2028 e possíveis alterações dependem de decisões institucionais nos Estados Unidos.

O líder do Partido Democrata israelense, Yair Golan, afirmou nas redes sociais que os resultados eleitorais americanos demonstram o desgaste da imagem de Netanyahu entre integrantes dos dois principais partidos dos Estados Unidos. Golan alertou que a permanência do premiê no comando de Israel poderá intensificar o isolamento internacional do país e comprometer sua relação com Washington. O oposicionista Yair Lapid também criticou a continuidade de Netanyahu no poder, argumentando que sua liderança representa riscos à segurança, à democracia e à posição internacional de Israel.

 

 

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