Finanças

Dólar dispara após ataque de Israel ao Irã; bolsas despencam e petróleo sobe mais de 8%

A ofensiva israelense ocorreu na madrugada de sexta (13), horário local, e teve como alvos infraestruturas nucleares iranianas, resultando na morte de altos comandantes militares, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami.

13 de Junho de 2025
Foto: Reprodução

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (13), refletindo a escalada das tensões no Oriente Médio após Israel lançar ataques em larga escala contra o Irã. Às 9h01 (horário de Brasília), a moeda norte-americana subia 0,48%, cotada a R$ 5,5688, em meio a um movimento global de aversão ao risco. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, ainda não operava no horário da cotação.

A ofensiva israelense ocorreu na madrugada de sexta (13), horário local, e teve como alvos infraestruturas nucleares iranianas, resultando na morte de altos comandantes militares, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri. Dois cientistas nucleares iranianos também morreram nos bombardeios, segundo fontes oficiais.

A resposta de Teerã foi rápida: mais de 100 drones foram lançados contra Israel, elevando o temor de uma guerra regional. A população israelense foi orientada a buscar abrigos e evitar áreas abertas. Diante do cenário, os mercados globais reagiram negativamente. As principais bolsas europeias atingiram o nível mais baixo em três semanas, enquanto os futuros de ações nos EUA caíam mais de 1% no pré-mercado. O ouro, tradicional ativo de segurança, subia, assim como o petróleo, que avançava mais de 8% pela manhã.

A maior preocupação entre investidores e analistas é com um possível impacto no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido globalmente. Um bloqueio ou instabilidade na região poderia ter efeitos severos sobre os preços da energia e a economia global.

Especialistas alertam que os desdobramentos do conflito entre Israel e Irã devem manter os mercados voláteis nos próximos dias, com pressão sobre moedas de países emergentes e aumento da demanda por ativos mais seguros, como o dólar e o ouro. A trajetória da cotação do dólar dependerá da intensidade do confronto e de possíveis sanções ou reações diplomáticas da comunidade internacional.

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