No Brasil, o mercado também aguarda a divulgação do Relatório de Receitas e Despesas.
O dólar abriu em leve alta nesta quinta-feira (22), com os investidores repercutindo a aprovação, pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, da proposta de reforma tributária do presidente Donald Trump. No Brasil, o mercado também aguarda a divulgação do Relatório de Receitas e Despesas.
Na madrugada, os deputados americanos aprovaram o projeto que permitirá a Trump avançar com sua agenda doméstica, focada na redução de impostos, aumento de investimentos nas Forças Armadas e segurança de fronteira, além de cortes em programas sociais e iniciativas de energia limpa. A proposta segue agora para análise do Senado.
Na véspera, quarta-feira (21), o dólar recuou 0,47%, cotado a R$ 5,640, enquanto a Bolsa brasileira encerrou o pregão em queda expressiva de 1,59%, aos 137.881 pontos, revertendo os ganhos registrados no início da semana. O movimento refletiu a cautela global diante das incertezas fiscais nos Estados Unidos.
Nos mercados americanos, os preços dos títulos de longo prazo do Tesouro e das ações também caíram, após um leilão fraco do governo evidenciar o aumento das preocupações dos investidores com o quadro fiscal do país. O rendimento do título de 30 anos subiu 0,11 ponto percentual, atingindo 5,096% — o maior nível desde o fim de 2023 — enquanto os preços desses papéis recuaram.
O índice S&P 500 caiu 1,6%, ampliando as perdas, à medida que líderes republicanos seguem negociando o avanço do plano fiscal de Trump, que o presidente descreveu como “um grande e belo projeto”. No entanto, analistas estimam que a proposta possa elevar em US$ 3 trilhões a dívida pública dos EUA ao longo da próxima década.
A deterioração das contas públicas já provocou reações no mercado: na semana passada, a agência Moody's retirou dos Estados Unidos a última classificação de crédito máxima entre as grandes agências de avaliação de risco.