O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,435, com recuo de 0,88% (R$ 0,05).
O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte otimismo ontem, abrindo esta terça-feira (01) influenciado pelo ambiente internacional e por sinais positivos no mercado de trabalho interno. O dólar teve queda expressiva e fechou no menor patamar desde setembro de 2023, enquanto a bolsa de valores registrou alta consistente e acumulou valorização de mais de 15% no primeiro semestre do ano.
O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,435, com recuo de 0,88% (R$ 0,05). Ao longo da sessão, a moeda operou em queda e chegou a atingir R$ 5,42, antes de subir levemente nos minutos finais com o movimento de compra por parte de investidores aproveitando o câmbio mais baixo.
Com isso, a divisa norte-americana acumula queda de 4,99% em junho — melhor desempenho mensal desde janeiro, quando caiu 5,56%. No acumulado do semestre, o dólar recuou 13,51%.
Na B3, o Ibovespa fechou em alta de 1,45%, aos 138.855 pontos, impulsionado pelo otimismo global e por uma rotação de ativos para mercados emergentes. O índice subiu 1,33% em junho e encerrou o semestre com valorização de 15,44%.
Entre os fatores externos que favoreceram o apetite por risco, destaca-se a decisão do Canadá de retirar uma taxa sobre empresas de tecnologia dos Estados Unidos, o que reduziu tensões comerciais depois de ameaças recentes do ex-presidente Donald Trump de encerrar negociações com o país vizinho.
Além disso, as bolsas norte-americanas fecharam em níveis recordes e registraram o melhor trimestre em mais de um ano. A queda nas taxas dos títulos do Tesouro dos EUA também contribuiu para o fluxo de capital estrangeiro em direção a economias emergentes como o Brasil.