Economia

Dólar recua e Ibovespa sobe em meio à crise diplomática entre Brasil e EUA

Revogação de vistos de ministros do STF agrava tensões, mas governo mantém aposta no diálogo.

21 de Julho de 2025
Foto: Reprodução

O dólar iniciou a semana em queda, recuando 0,41% nesta segunda-feira (21), cotado a R$ 5,5643 por volta das 11h45. A moeda chegou a atingir R$ 5,6114 na máxima do dia. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, operava em alta de 0,60%, aos 134.182 pontos.

A movimentação nos mercados ocorre em meio à deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. No fim de semana, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou a revogação dos vistos de entrada nos EUA de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. A medida atingiu Alexandre de Moraes e outros sete ministros: Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A decisão intensificou a crise bilateral, que já havia sido agravada na semana anterior após o governo Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e abrir uma investigação por supostas “práticas comerciais desleais”.

Apesar da escalada das tensões, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à rádio CBN, nesta manhã, que o Brasil seguirá negociando com os EUA. “A determinação do presidente Lula é que não temos nenhuma razão para sofrer esse tipo de sanção. A orientação dele é que estejamos engajados permanentemente”, declarou Haddad.

O ministro informou ainda que sua equipe já está elaborando um plano de contingência para proteger os setores da economia brasileira mais afetados pelas medidas americanas.

No cenário externo, as dificuldades também se refletem nas negociações entre Estados Unidos e União Europeia. Diplomatas europeus relataram frustração com as propostas apresentadas pelos representantes americanos nas últimas rodadas de conversas, afastando a possibilidade de um acordo no curto prazo.

Diante do impasse, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem encontro agendado com o presidente da China, Xi Jinping, ainda nesta semana. A reunião tem como objetivo fortalecer os laços comerciais entre Europa e Ásia, num momento em que as relações transatlânticas enfrentam turbulências crescentes.

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