Esse movimento ocorre em um cenário de expectativa com a política monetária americana e possíveis impactos de novas tarifas
O dólar iniciou a semana em alta ante o real nesta segunda-feira (31), refletindo a cautela dos investidores em relação ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas recíprocas. O temor é que tais medidas impactem a economia global, fortalecendo a moeda americana.
Às 9h23, o dólar à vista registrava alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,7745 na venda. Na última sexta-feira (28), a moeda já havia encerrado o dia com leve valorização de 0,08%, cotada a R$ 5,7627. O Banco Central anunciou um leilão de até 20.000 contratos de swap cambial tradicional para a rolagem do vencimento de maio de 2025.
No fechamento do dia, a cotação do dólar ficou em R$ 5,77 tanto para compra quanto para venda, especialmente para transações de turismo. Esse movimento ocorre em um cenário de expectativa com a política monetária americana e possíveis impactos de novas tarifas.
Na semana passada, o dólar fechou cotado a R$ 5,7626, com influência direta do índice PCE, que mede os gastos dos consumidores nos EUA e é um dos principais indicadores da inflação para o Federal Reserve (Fed). O resultado acima do esperado aumentou as chances de manutenção dos juros elevados por mais tempo, o que fortalece a moeda americana.
O mercado atualmente projeta de dois a três cortes de 0,25% nas taxas de juros dos EUA ao longo do ano. No entanto, esse cenário pode mudar conforme os desdobramentos das políticas tarifárias norte-americanas e seus efeitos na economia global.
Além da cotação oficial, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) continua fixado em 1,1% sobre operações de câmbio. Já as taxas praticadas pelas instituições financeiras variam conforme a demanda e a volatilidade do mercado.
O dólar no Brasil pode ser negociado em diferentes modalidades, como o dólar comercial, utilizado em importações e exportações, o dólar turismo, direcionado a pessoas físicas, e o dólar paralelo, cuja negociação é ilegal. A conversão da moeda leva em conta fatores como turismo internacional, taxa de juros e instabilidade política.