Família confirmou a morte da cantora nesta terça-feira (25).
A cantora e compositora Dolly Parton morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A informação foi confirmada pela família da artista por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Considerada uma das maiores referências da música country, a norte-americana construiu uma carreira de quase seis décadas e ficou conhecida mundialmente por canções como “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. Até a última atualização, a causa da morte não havia sido informada.
O anúncio foi feito por Bryan Seaver, sobrinho de Dolly e chefe de segurança da cantora. Ele contou que a própria artista havia deixado orientações sobre como sua morte deveria ser comunicada. “Esse anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu há anos, antes que eu tivesse absorvido totalmente como uma realidade no futuro”, disse.
Na mensagem, Seaver também falou sobre a fé da tia e relembrou Carl Thomas Dean, marido de Dolly, morto em março de 2025. “A tristeza fica conosco, não com a Dolly. Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, com certeza, ao lado de Carl [Thomas Dean, seu marido, que morreu em 2025], seus pais e incontáveis outros que a assistiram e que queriam encontrá-la nos céus.”
Nos últimos meses, a saúde da cantora havia chamado atenção. Poucos dias antes da morte, Dolly revelou que enfrentava problemas médicos aos quais não havia dado a devida atenção enquanto cuidava do marido. Ela relatou episódios de tontura e desidratação e chegou a reduzir compromissos presenciais, embora continuasse envolvida em diferentes projetos profissionais.
Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly iniciou a trajetória musical ainda jovem e ganhou projeção nacional nos Estados Unidos na década de 1960. Ao longo da carreira, tornou-se uma das artistas mais influentes do gênero country e escreveu milhares de músicas. Além de “Jolene” e “Coat of Many Colors”, compôs “I Will Always Love You”, canção que anos depois também alcançou enorme sucesso mundial na interpretação de Whitney Houston.
A artista conquistou 11 prêmios Grammy, incluindo uma homenagem pelo conjunto da obra, e integrou importantes instituições da música norte-americana. Em 2022, foi incluída no Rock and Roll Hall of Fame. Dolly também desenvolveu uma carreira como atriz, participando de produções como “9 to 5” e “Steel Magnolias”.
Fora dos palcos, Dolly Parton também ficou conhecida pela atuação filantrópica. Em 1995, criou a Imagination Library, projeto de incentivo à leitura que distribui livros gratuitamente para crianças. Durante a pandemia de Covid-19, a cantora também doou US$ 1 milhão para pesquisas relacionadas ao desenvolvimento de vacinas.
Mesmo enfrentando problemas de saúde, Dolly continuava trabalhando e planejando novos projetos. Entre eles estavam um museu dedicado à sua trajetória em Nashville, um hotel e uma produção musical baseada em sua vida. Dias antes de morrer, ela afirmou que ainda tinha projetos e objetivos que desejava realizar.
A morte encerra a trajetória de uma das figuras mais reconhecidas da música popular norte-americana. Além das canções que atravessaram gerações, Dolly deixa uma marca na cultura country, no cinema, na televisão e em iniciativas sociais. Informações sobre velório, funeral e cerimônias de despedida ainda não haviam sido divulgadas pela família.