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Dormir pouco faz mal? Entenda como o descanso impacta na formação neurológica de adolescentes

Pesquisadores descobriram que adolescentes que dormem um pouco mais têm melhor funcionamento cerebral e se saem melhor em testes cognitivos.

18 de Maio de 2025
Foto: Shutterstock

 

Mesmo com a tendência natural de dormir menos e mais tarde na adolescência, um novo estudo mostra que cada minuto extra de sono pode ser valioso para o cérebro em desenvolvimento. Pesquisadores das universidades de Cambridge (Reino Unido) e Fudan (China) descobriram que adolescentes que dormem um pouco mais têm melhor funcionamento cerebral e se saem melhor em testes cognitivos.

O estudo, publicado em abril na revista Cell Reports, monitorou o sono de mais de 4.300 jovens entre 11 e 14 anos. Participantes usaram smartwatches para registrar os padrões noturnos. A análise dividiu os adolescentes em três grupos, com variações mínimas na média de horas dormidas — entre 7h10 e 7h25 por noite.

Apesar da diferença aparentemente pequena, os pesquisadores observaram efeitos significativos no desempenho cerebral. Os adolescentes do grupo que dormia mais (7h25) tiveram melhores resultados em testes de vocabulário, leitura, foco e resolução de problemas, além de apresentarem maior volume e atividade cerebral em áreas relacionadas à cognição.

“Mesmo uma diferença de 15 minutos de sono foi suficiente para detectar alterações na estrutura do cérebro e no desempenho em tarefas mentais”, afirmou a professora Barbara Sahakian, do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Cambridge.

Além disso, os adolescentes que dormiam mais também apresentaram batimentos cardíacos mais baixos, um possível indicativo de sono mais profundo e restaurador. Por outro lado, os que dormiam menos mostraram maior frequência cardíaca, o que pode sugerir um padrão de sono menos eficiente.

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