Fenômeno encobriu totalmente o Sol em pontos da Sibéria, Islândia e Espanha, enquanto outras regiões observaram o eclipse de forma parcial.
Moradores de diferentes regiões do Hemisfério Norte acompanharam na última quarta-feira (12) um eclipse solar total que modificou a luminosidade do céu em determinados pontos do planeta. O fenômeno começou a ser observado parcialmente por volta das 12h34, no horário de Brasília, inicialmente em áreas isoladas e pouco habitadas do extremo norte.
A fase de totalidade, momento em que a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol e encobre completamente o disco solar, teve início por volta das 13h58 no extremo norte da Sibéria. A partir dali, a sombra da Lua avançou por outras regiões ao longo da tarde.
O trajeto do fenômeno passou por áreas próximas à Groenlândia e alcançou a Islândia e países da Europa. Nas localidades situadas dentro da chamada faixa de totalidade, o alinhamento entre os três astros permitiu a cobertura completa do Sol durante alguns instantes.
Em pontos específicos da Islândia e da Espanha, moradores puderam acompanhar o momento mais intenso do eclipse. Durante a totalidade, a luminosidade diminuiu de maneira acentuada, fazendo com que o ambiente ficasse temporariamente semelhante ao período noturno.
A visibilidade do fenômeno, entretanto, variou conforme a posição geográfica de cada região. Fora da faixa de totalidade, a Lua cobriu apenas parte do disco solar, permitindo a observação de um eclipse parcial.
Essa situação ocorreu em diversas cidades europeias e também em partes da América do Norte e do norte da África. Nessas localidades, o Sol permaneceu parcialmente encoberto durante determinado período, sem que o céu chegasse ao nível de escurecimento registrado nas áreas de eclipse total.
No Brasil, o fenômeno não pôde ser observado em nenhuma região, nem mesmo parcialmente. A ausência de visibilidade ocorreu porque o território brasileiro estava fora da trajetória percorrida pela sombra da Lua durante o alinhamento responsável pelo eclipse.