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Embaixador do Irã na ONU afirma que guerra já deixou 1.332 civis mortos

Segundo Amir Iravani, ataques de EUA e Israel também atingem infraestrutura civil.

Por: Portal Amz em Pauta
08 de Marco de 2026
Foto: Frame / Reuters

O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saeid Iravani, afirmou na última sexta-feira (6) que ao menos 1.332 civis iranianos morreram desde o início do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Segundo o diplomata, milhares de outras pessoas também ficaram feridas durante os ataques.

Em conversa com jornalistas na sede da ONU, em Nova York, Iravani declarou que os Estados Unidos e Israel estariam atingindo deliberadamente infraestruturas civis no país. O representante iraniano afirmou ainda que as forças iranianas estariam direcionando seus ataques apenas a alvos militares.

De acordo com o embaixador, o Irã não tem como alvo interesses de países vizinhos e investiga relatos de que ataques possam ter atingido locais não militares. "Nossa avaliação inicial indica que alguns desses incidentes podem ter sido resultado de interceptações ou interferências do sistema de defesa dos Estados Unidos, que poderiam ter desviado alvos militares pretendidos", disse.

Os Estados Unidos e Israel, por sua vez, apresentam uma versão diferente sobre os ataques. Enquanto o governo iraniano acusa as duas nações de atingirem civis, os dois países afirmam que os alvos das operações militares são estratégicos.

No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu a "rendição incondicional" do Irã e afirmou que o novo líder supremo do país deve ser "aceitável", após a morte do aiatolá Ali Khamenei no primeiro dia da guerra. Em entrevista à agência Reuters na quinta-feira (5), Trump também declarou que pretende ter voz na escolha da nova liderança iraniana.

Iravani criticou as declarações do presidente norte-americano e classificou a postura como uma violação da soberania iraniana. "A seleção da liderança do Irã ocorrerá estritamente de acordo com nossos procedimentos constitucionais e exclusivamente pela vontade do povo iraniano, sem qualquer interferência estrangeira", afirmou.

Horas após as declarações de Trump, o presidente do Irã informou que países não identificados iniciaram esforços de mediação para tentar encerrar o conflito, um dos primeiros sinais de tentativa diplomática desde o início da guerra.

Duas autoridades norte-americanas também informaram à Reuters que investigadores dos Estados Unidos avaliam a possibilidade de que forças americanas tenham sido responsáveis por um ataque a uma escola de meninas no Irã, ocorrido no último sábado (28), que resultou na morte de dezenas de crianças. A investigação, no entanto, ainda não chegou a uma conclusão.

 

Com informações da Reuters*

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