Educação

Enem amplia acesso ao Prouni e Fies

Programas do MEC usam a nota do exame para ofertar bolsas e financiamento em instituições privadas de ensino superior

Por: Portal Amz em Pauta
10 de Junho de 2026
Foto: Divulgação

A nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) segue como uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil. Por meio dela, estudantes podem disputar bolsas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) e vagas de financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), políticas criadas pelo Ministério da Educação (MEC) para ampliar o acesso de jovens de baixa renda à graduação.

As inscrições para o Enem se encerram na sexta-feira (12). Os interessados devem se inscrever pela Página do Participante. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro, em todos os estados do país. Além do Prouni e do Fies, a nota do exame também pode ser usada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), em instituições privadas e em processos seletivos de universidades portuguesas conveniadas ao Inep.

Criado em 2004, o Prouni oferece bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. As bolsas podem ser integrais, com cobertura de 100% da mensalidade, ou parciais, de 50%. Para participar, o candidato precisa ter média superior a 450 pontos no Enem e nota acima de zero na redação. Também é necessário atender aos critérios de renda e não possuir diploma de nível superior.

Nos mais de 20 anos de existência, o Prouni já beneficiou mais de 3,7 milhões de pessoas. A edição do primeiro semestre de 2026 registrou recorde na oferta de bolsas, com mais de 594,5 mil oportunidades entre integrais e parciais. Para Jéssica Rodrigues, cirurgiã-dentista formada com apoio do programa, a política pública foi decisiva. “Em fevereiro deste ano, concluí minha graduação e me tornei cirurgiã-dentista, uma conquista que representa anos de dedicação, perseverança e esperança. O Prouni não oferece apenas uma bolsa de estudos, ele transforma vidas, amplia horizontes e cria oportunidades para pessoas que sonham em ter uma formação de qualidade”, afirmou.

Já o Fies, criado em 2001, permite o financiamento de cursos superiores em instituições privadas com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Podem participar estudantes que tenham feito alguma edição do Enem desde 2010, com média superior a 450 pontos, nota acima de zero na redação e renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa.

O programa realiza dois processos seletivos regulares por ano, além de etapas para preenchimento de vagas remanescentes. Também há reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, conforme a proporção desses grupos em cada estado, de acordo com o Censo do IBGE.

Em 2024, o MEC passou a desenvolver o Fies Social, voltado a estudantes de baixa renda. A modalidade reserva 50% das vagas em todos os processos seletivos e pode conceder até 100% de financiamento a candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo.

Para Sara da Rocha, estudante de medicina pelo Fies, o programa abriu caminho para a permanência no ensino superior. “Optei por usar minha nota do Enem para começar o curso pelo programa. Fui bastante influenciada tanto pelos relatos positivos de amigos que já participavam do Fies, quanto pelos conselhos dos professores do pré-vestibular. O programa tem grande potencial e, sem ele, vários estudantes, que se tornaram ótimos profissionais, teriam desistido do ensino superior”, disse.

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