Economia

Entenda como o fim dos controles cambiais tem desafiado a economia argentina

A medida, que desagradou os cambistas ilegais, foi bem recebida por grande parte da população e pelo setor empresarial.

16 de Maio de 2025

 

A paisagem financeira do centro de Buenos Aires está mudando. Os tradicionais “arbolitos” — cambistas informais que durante anos dominaram o mercado paralelo de dólares na Argentina — estão vendo seu negócio encolher rapidamente. O motivo? As reformas econômicas radicais implementadas pelo presidente Javier Milei.

No mês passado, o governo eliminou a maior parte dos controles cambiais que vigoravam há seis anos, permitindo que cidadãos e empresas tivessem acesso direto ao dólar por meio do mercado oficial. A medida, que desagradou os cambistas ilegais, foi bem recebida por grande parte da população e pelo setor empresarial.

Com a mudança, os argentinos não precisam mais recorrer a esquemas informais para proteger seu poder de compra em meio à desvalorização do peso. Agora, é possível trocar moedas em maiores quantidades, com menos burocracia e com uma taxa de câmbio mais estável.

A iniciativa faz parte de um amplo pacote de reformas adotado por Milei desde o final de 2023, com o objetivo de resgatar a economia argentina de uma crise prolongada. Investidores, que há tempos pressionavam pelo fim dos controles de capital, consideram a flexibilização um passo essencial para eliminar distorções no comércio exterior.

O impacto é visível: nas últimas semanas, as taxas de câmbio oficial e paralela convergiram pela primeira vez desde 2019 — um sinal de que o mercado informal começa a perder relevância.

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