Fatos Curiosos

Entenda o que é a Brain-Fog e qual é sua relação com a Covid-19

O termo “brain fog” não se refere a uma doença específica, mas a um conjunto de manifestações cognitivas, como dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes e lentidão no raciocínio.

26 de Maio de 2025
Foto: Reprodução

A pandemia de Covid-19 trouxe uma série de consequências para a saúde, e entre elas está a chamada “brain fog” — ou, em português, névoa mental. Esse fenômeno afeta a cognição, provocando dificuldades de concentração, lapsos de memória e uma sensação persistente de confusão mental.

Embora a névoa mental seja um sintoma relatado em diversas condições médicas, ganhou destaque nos últimos anos por sua associação com a Covid-19 longa — quadro no qual os sintomas persistem por meses após a infecção inicial.

O termo “brain fog” não se refere a uma doença específica, mas a um conjunto de manifestações cognitivas, como dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes e lentidão no raciocínio. Quem sofre com essa condição relata uma sensação contínua de confusão, como se estivesse “preso” em um estado de baixa clareza mental.

Pesquisadores da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, nos Estados Unidos, investigam o fenômeno e destacam que ele pode ter múltiplas causas, incluindo doenças crônicas, estresse, privação de sono e efeitos colaterais de medicamentos.

No entanto, a relação com a Covid-19 tem sido um foco importante dessas pesquisas. Estudos mostram que muitos pacientes apresentam disfunção cognitiva persistente meses após a infecção.

Um levantamento realizado pelo King’s College London revelou que pessoas que sofreram com sintomas da Covid-19 por mais de três meses demonstraram comprometimento cognitivo significativo, reforçando a ligação entre a infecção e a névoa mental.

Embora ainda não exista um tratamento específico para esse quadro relacionado à Covid-19, especialistas recomendam algumas estratégias que podem ajudar a minimizar seus efeitos.

Exercícios cognitivos: atividades que estimulam a memória e a concentração são importantes para a recuperação.

Qualidade do sono: melhorar hábitos de descanso é essencial para a função cerebral e pode reduzir os sintomas.

Alimentação equilibrada: dietas ricas em nutrientes como ômega-3 e antioxidantes contribuem para a saúde do cérebro.

Atividade física: exercícios ajudam a melhorar a circulação sanguínea e a oxigenação cerebral, favorecendo a cognição.

Leia Mais
TV Em Pauta

COPYRIGHT © 2024-2025. AMZ EM PAUTA S.A - TODOS OS DIREIROS RESERVADOS.