Apesar dos desafios revelados pelo Saeb, estado alcançou melhor resultado histórico no Ideb.
Estudantes da rede pública do Amazonas ainda enfrentam dificuldades para compreender textos mais complexos e resolver problemas matemáticos envolvendo porcentagem, funções e proporcionalidade. Os dados fazem parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), divulgados na última quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC).
Aplicado a cada dois anos, o Saeb avalia o desempenho dos alunos da educação básica em Língua Portuguesa e Matemática. Os resultados também são utilizados no cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que considera as notas das avaliações e as taxas de aprovação escolar.
Em Língua Portuguesa, o Amazonas foi enquadrado no nível 2 de aprendizagem, mesma classificação registrada por outros 18 estados. Nessa faixa, os estudantes apresentam dificuldades para encontrar informações em textos mais elaborados, identificar a finalidade de documentos técnicos, reconhecer o assunto principal de uma crônica e comparar opiniões diferentes sobre um mesmo tema.
O desempenho em Matemática também ficou no nível 2. Embora os alunos consigam realizar operações e interpretar conteúdos básicos, ainda encontram obstáculos para analisar funções de segundo grau, resolver questões de proporcionalidade, como regra de três, e calcular reajustes que envolvam percentuais de aumento ou desconto.
Os estados com os melhores resultados foram classificados no nível 3. Nessa categoria, os estudantes demonstram domínio das habilidades cobradas nos níveis anteriores, mas ainda enfrentam limitações em conteúdos mais avançados, como sistemas de equações, probabilidade e problemas de contagem.
Apesar das dificuldades apontadas pelo Saeb, o Amazonas alcançou o melhor resultado de sua série histórica no Ideb. Nos anos iniciais do ensino fundamental público, o índice passou de 5,6, em 2023, para 5,9, em 2025. Nos anos finais, o resultado subiu de 4,7 para 4,8 no mesmo período.
No ensino médio da rede estadual, o Ideb permaneceu em 3,7 entre 2023 e 2025. O indicador varia em uma escala de 1 a 10 e busca medir a qualidade da educação considerando a aprendizagem, a permanência e a progressão dos estudantes. Os dados divulgados abrangem as redes públicas de ensino e não incluem a educação profissional e técnica.