Ciência e Tecnologia

Estudantes do Amazonas ganham medalha na RoboCup com projeto sobre trânsito

Equipe Tambakicks representou o Brasil com solução inovadora de mobilidade urbana

24 de Julho de 2025
Foto: Divulgação

Estudantes amazonenses da escola Dom Bosco conquistaram reconhecimento internacional ao garantirem uma medalha na RoboCup 2025, maior evento de Robótica e Inteligência Artificial do mundo, realizado entre os dias 15 e 21 de julho, em Salvador (BA). Representando o Amazonas, a equipe Tambakicks apresentou o projeto “Protótipo Cidade Inteligente: Fluxo de Trânsito”, que propõe soluções tecnológicas para melhorar a mobilidade urbana nas grandes cidades.

A RoboCup reuniu competidores de diversos países em disputas de projetos de robótica e automação. A equipe amazonense foi a única representante do estado e chegou ao evento após se destacar na Mostra Nacional de Robótica (MNR), sendo selecionada para integrar a delegação oficial brasileira. A conquista não só exalta o potencial da educação tecnológica na região, como marca a presença da juventude amazônica no cenário global da inovação.

Sob coordenação da professora Joana Ramos, o projeto percorreu um caminho desafiador até a competição internacional. “Desde o estadual, era apenas uma ideia. Depois, fomos aprimorando para o nacional e, por fim, reestruturamos tudo para o mundial”, contou a educadora. O esforço rendeu frutos: a proposta foi considerada uma das melhores do Brasil na edição 2025 do evento.

Com apenas 12 anos, o estudante André Luiz relatou a emoção de participar. “Foi incrível! Conheci pessoas de vários países, como Japão e Irã. Aprendi muito sobre novas tecnologias. O mundo todo está se transformando com inovação”, disse. Já o aluno Caio Gurgel, de 16 anos, destacou o intercâmbio de ideias: “Estar aqui foi maravilhoso. Todos estavam ali para buscar um futuro melhor com a tecnologia”.

(Foto: Divulgação)

O projeto premiado utiliza sensores, inteligência artificial e um aplicativo para tornar o trânsito mais eficiente, seguro e sustentável. Os sensores detectam o fluxo de veículos e, com o apoio da IA, ajustam o tempo dos semáforos conforme a demanda. O sistema também reconhece pedestres e animais nas faixas de travessia, além de enviar alertas e sugestões de rotas aos motoristas.

A emoção não ficou restrita aos alunos. As famílias também vibraram com a conquista. Rayane Paiva, mãe de Caio, acompanhou todo o processo: “Foi a maior emoção da minha vida. Ver meu filho sendo reconhecido por algo tão importante foi indescritível”. Alessandra Sena, mãe de André, também se emocionou: “Nosso papel como pais é apoiar. Ver meu filho fazendo o que ama me enche de orgulho”.

Além do projeto de trânsito, o grupo apresentou outra iniciativa: uma mão biônica desenvolvida por André Luiz desde os 7 anos. Feita com impressão 3D e Arduino, a prótese busca atender pessoas amputadas com uma solução acessível e eficaz. A motivação do jovem é usar a tecnologia para mudar vidas, mesmo ainda cursando o Ensino Fundamental.

A equipe Tambakicks já planeja novas ações e projetos. Segundo a professora Joana, a participação na RoboCup ampliou os horizontes dos estudantes: “Eles viram de perto o que é possível alcançar com dedicação e ciência. É um divisor de águas na vida deles. Agora, sonham mais alto e sabem que podem transformar o mundo com suas ideias”.

(Foto: Divulgação)

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