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EUA oferecem R$ 140 milhões por informações que levem à prisão de Maduro

Governo americano acusa ditador venezuelano de narcoterrorismo e tráfico internacional

29 de Julho de 2025
Foto: Miguel Gutiérrez / EFE /

A Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) anunciou que pagará uma recompensa de até US$ 25 milhões (cerca de R$ 139,4 milhões) por informações que levem à prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

Em uma publicação no X (antigo Twitter) na noite desta segunda-feira (29), a DEA acusou Maduro de conspiração a favor do narcoterrorismo, de importação de cocaína e de uso de remessas em apoio a crimes relacionados a drogas.

A postagem exibe duas versões de um cartaz, uma em inglês e outra em espanhol, com a foto de Maduro e os nomes de Diosdado Cabello Rondón, ministro do Interior, Justiça e Paz, e de Vladimir Padrino López, ministro da Defesa. Ambos, assim como o presidente venezuelano, são integrantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

O anúncio ocorre quatro dias após o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA classificar a organização criminosa Cartel de los Soles como uma entidade terrorista global, apontando Maduro como seu líder.

Segundo o OFAC, o ditador venezuelano comanda o grupo com apoio de membros de alto escalão de seu governo, oferecendo “material de apoio” a organizações terroristas estrangeiras, como o venezuelano Trem de Aragua e o Cartel de Sinaloa, do México, que “ameaçam a paz e a segurança” dos Estados Unidos.

Em comunicado à imprensa, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que a medida expôs “ainda mais a facilitação do narcoterrorismo pelo regime ilegítimo de Maduro por meio de grupos terroristas como o Cartel de los Soles”.

O OFAC ainda acusou Maduro de ter “corrompido as instituições do governo” venezuelano para fornecer “apoio financeiro, material ou tecnológico e bens ou serviços” aos grupos criminosos, facilitando o tráfico de drogas como fentanil, metanfetamina e cocaína com destino aos Estados Unidos.

As acusações foram reiteradas no domingo (27) pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que usou o X para afirmar que Maduro não é o presidente legítimo da Venezuela.

"Maduro é o líder do Cartel de Los Soles, uma organização narcoterrorista que tomou posse de um país. E ele está sendo processado por traficar drogas para os Estados Unidos", escreveu Rubio.

No mesmo dia, o PSUV venceu 285 das 335 prefeituras em disputa, conforme projeção do próprio Maduro, em uma nova eleição marcada por boicote da oposição e pelo aniversário de um ano da fraude eleitoral que manteve o ditador no poder.

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