Anúncio ocorre em meio à pressão de Washington sobre Havana e crise na ilha.
Os Estados Unidos afirmaram, na quarta-feira (13), que estão prontos para oferecer US$ 100 milhões em ajuda humanitária direta à população de Cuba. Segundo o Departamento de Estado norte-americano, os recursos seriam distribuídos em coordenação com a Igreja Católica e organizações humanitárias independentes.
A declaração ocorre em meio ao aumento da pressão do governo Donald Trump sobre Havana. Nos últimos dias, Washington reforçou sanções contra Cuba e manteve uma postura crítica ao governo da ilha, ao mesmo tempo em que sinalizou disposição para conversar sobre ajuda humanitária.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na semana passada que Washington já havia enviado US$ 6 milhões em auxílio humanitário a cubanos por meio da Igreja Católica. Ele também disse que o governo norte-americano havia oferecido US$ 100 milhões adicionais, mas que a proposta não teria sido aceita pelas autoridades cubanas.
O governo cubano contestou a versão norte-americana. O chanceler Bruno Rodríguez negou que Havana tenha recebido formalmente a oferta e classificou a declaração de Rubio como uma tentativa de justificar a pressão dos Estados Unidos contra a ilha.
Na terça-feira (12), Trump afirmou em uma rede social que Cuba estaria “pedindo ajuda” e que os Estados Unidos iriam conversar com o país. Apesar do aceno, o governo norte-americano não detalhou quando as negociações ocorrerão nem quais condições seriam exigidas para a liberação dos recursos.