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EUA propõem acordo de paz entre Congo e Ruanda com retirada total de tropas ruandesas

As negociações estão sendo conduzidas pelo governo de Donald Trump, que busca encerrar o conflito e abrir caminho para investimentos ocidentais em uma das regiões mais ricas do mundo em minerais estratégicos, como ouro, cobalto, tântalo, cobre e lítio.

13 de Junho de 2025
Foto: Reprodução

Os Estados Unidos estão articulando um acordo de paz entre a República Democrática do Congo (RDC) e Ruanda, que exige como pré-condição a retirada completa das tropas ruandesas do leste congolês — região marcada por intensos confrontos com o grupo rebelde M23. A proposta tem gerado tensões em Kigali, que vê milícias presentes no Congo como uma ameaça à sua segurança nacional. As informações são da agência Reuters.

As negociações estão sendo conduzidas pelo governo de Donald Trump, que busca encerrar o conflito e abrir caminho para investimentos ocidentais em uma das regiões mais ricas do mundo em minerais estratégicos, como ouro, cobalto, tântalo, cobre e lítio. Segundo Massad Boulos, assessor especial de Trump para assuntos africanos, a expectativa é concluir o acordo em até dois meses.

Um rascunho do acordo, obtido pela Reuters e confirmado por fontes diplomáticas, determina que Ruanda deverá retirar tropas, armamentos e equipamentos antes mesmo da assinatura. O texto também prevê a criação de um Mecanismo Conjunto de Coordenação de Segurança, com observadores militares estrangeiros, para monitorar a presença de milícias ruandesas em solo congolês.

Estima-se que entre 7 mil e 12 mil soldados ruandeses tenham sido deslocados para o leste da RDC nos últimos meses, supostamente em apoio ao M23 — grupo que, recentemente, capturou as duas maiores cidades da região em uma ofensiva relâmpago. Kigali nega envolvimento direto e alega ações de autodefesa contra o avanço do exército congolês e de milícias hutus.

“O acordo só será assinado com a retirada total das tropas ruandesas. Não faremos concessões”, afirmou o presidente congolês Félix Tshisekedi. Kinshasa também expressou forte oposição à proposta de incluir o M23 em um diálogo nacional, em igualdade com outros grupos armados. Para o governo congolês, o M23 é um grupo terrorista apoiado por Ruanda.

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