Economia

EUA retiram tarifa extra de exportações brasileiras de celulose e ferro-níquel

Medida amplia para 25,1% o total de vendas sem sobretaxa ao mercado norte-americano.

13 de Setembro de 2025
Foto: Divulgação

 A Ordem Executiva nº 14.346, publicada pelo governo dos Estados Unidos em 5 de setembro, isentou de tarifas adicionais a maior parte das exportações brasileiras de celulose e ferro-níquel. Com isso, esses produtos não sofrerão a alíquota de 10% nem a sobretaxa de 40% que haviam sido impostas em 2024.

No ano passado, o Brasil exportou cerca de US$ 1,84 bilhão desse grupo de itens para os EUA, o que corresponde a 4,6% do total vendido ao mercado norte-americano. A celulose, especialmente as pastas químicas de madeira conífera e não conífera, representou US$ 1,55 bilhão desse montante.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a exclusão faz com que 25,1% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 10,1 bilhões, fiquem livres das tarifas adicionais de 10% e 40%.

“O governo segue empenhado em diminuir a incidência de tarifas dos EUA sobre os produtos brasileiros. A mais recente ordem executiva dos EUA representa um avanço sobretudo para o setor de celulose do Brasil. Mas ainda há muito a ser feito e seguimos trabalhando para isso”, afirmou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

Dados do MDIC, atualizados em 11 de setembro, indicam que, dos US$ 40 bilhões exportados para os EUA, 34,9% (US$ 14,1 bilhões) seguem sujeitos às duas tarifas combinadas de 10% e 40%; 16,7% (US$ 6,8 bilhões) pagam apenas a alíquota de 10%; e 23,3% (US$ 9,4 bilhões) continuam com tarifas específicas aplicadas a todos os países.

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