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EUA retiram tarifas de produtos agrícolas e abrem espaço para alívio comercial

Casa Branca isenta café, carne bovina, frutas e outros itens de cobranças anunciadas em abril.

15 de Novembro de 2025
Foto: FCCM / Divulgação

A Casa Branca publicou, nesta sexta-feira (14), um decreto do presidente Donald Trump que isenta diversos produtos agrícolas das tarifas recíprocas em vigor desde abril. De acordo com nota divulgada pelo governo norte-americano, deixam de estar sujeitos às cobranças itens como café e chá; frutas tropicais e sucos de frutas; cacau e especiarias; bananas, laranjas e tomates; carne bovina; além de fertilizantes adicionais, alguns deles nunca incluídos nas tarifas iniciais.

Segundo o governo dos Estados Unidos, o decreto integra um esforço de Trump e de suas principais autoridades para responder às preocupações internas sobre os preços persistentemente altos dos alimentos. A agência Reuters informou que as novas isenções, vigentes retroativamente à meia-noite de quinta-feira, representam uma mudança significativa de posição para Trump, que vinha afirmando que suas tarifas de importação não contribuíam para a inflação. A decisão ocorre após vitórias democratas em eleições estaduais e municipais na Virgínia, Nova Jersey e Nova York, onde a acessibilidade econômica foi tema central.

Ainda conforme a Casa Branca, a medida altera “o escopo das tarifas recíprocas que ele [Donald Trump] anunciou inicialmente em 2 de abril de 2025”. Na data, o presidente norte-americano impôs um tarifaço global sobre produtos importados de vários países, incluindo taxa de 10% para itens brasileiros, além de 20% sobre a União Europeia, 34% sobre a China e 46% sobre o Vietnã. Até o momento, não foi divulgado em quanto a tarifa será reduzida.

O Brasil pode ser diretamente beneficiado pela decisão, embora o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços tenha informado que ainda analisa a Ordem Executiva assinada por Trump. Em nota, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) afirmou que avalia se a mudança se aplica “à tarifa base de 10%, à de 40% [adicional] ou a ambas”. “O Cecafé está em contato com seus pares americanos, neste momento, para analisar, cuidadosamente, a situação e termos noção do real cenário que se apresenta”, diz o comunicado.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considerou positiva a redução das tarifas aplicadas à carne bovina brasileira, afirmando que “a medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade”.

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