Brasil

Ex-companheira acusa Paulo Cupertino por triplo homicídio em julgamento emocionante

“Eu vivi sob o jugo dele, prisioneira de sua agressividade”

30 de Maio de 2025
Foto: Divulgação

Vanessa Tibcherani, ex-companheira de Paulo Cupertino, prestou um depoimento contundente nesta quinta-feira (29/5), durante o julgamento do triplo homicídio que abalou o Brasil em 2019. Ela apontou Cupertino como o responsável pelos assassinatos do ator Rafael Miguel, de 22 anos, e de seus pais, João Alcisio e Miriam Selma, ambos com 50 anos. Vanessa relatou ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento com o acusado.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu na Zona Sul de São Paulo e teria sido motivado pelo inconformismo de Cupertino com o namoro entre sua filha, Isabela Tibcherani, então com 18 anos. Tomado por ciúmes, ele teria executado as vítimas a queima-roupa durante uma visita pacífica da família à sua residência.

Durante o depoimento, Vanessa descreveu Cupertino como um homem controlador e violento. “Eu vivi sob o jugo dele, prisioneira de sua agressividade”, afirmou à corte. Ela declarou ainda que acredita firmemente que o ex-companheiro seja o autor dos disparos, relembrando episódios de violência que sofreu ao longo da vida conjugal.

Isabela Tibcherani, filha do casal, também depôs e confirmou a versão da mãe. A jovem contou que foi privada de liberdade, de celular e de qualquer contato externo após Cupertino descobrir o namoro com Rafael. Segundo ela, o pai sempre agiu com autoritarismo e impôs regras abusivas.

Na tentativa de se defender, Paulo Cupertino negou ser o autor do crime. Ele alegou que presenciou os assassinatos, mas que não conseguiu identificar o verdadeiro atirador. Afirmou ainda que nunca teve motivos para cometer o crime e que não houve premeditação.

Em carta enviada à Justiça, Cupertino declarou ser inocente e reclamou da cobertura midiática, dizendo que sua imagem foi prejudicada e que está sendo julgado pela opinião pública, não pela Justiça. “Não me vem a imagem de eu matando Rafael, Miriam ou João”, escreveu.

O julgamento segue em andamento, e o depoimento das duas mulheres foi considerado decisivo para o Ministério Público, que busca a condenação de Paulo Cupertino pelo triplo homicídio qualificado. A expectativa é de que o júri se estenda por mais alguns dias antes do veredicto final.

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