O atleta teria ainda gravado um vídeo em seu celular que, segundo ele, comprova que não houve agressão física durante o episódio
A ex-mulher do jogador Allan, do Flamengo, registrou uma queixa policial alegando ter sido agredida pelo atleta. Jordana Holleben revelou em suas redes sociais que obteve uma medida protetiva após denunciar o volante, que atualmente enfrenta um processo litigioso de separação. Allan nega as acusações.
O incidente teria ocorrido na última quinta-feira, quando Allan tentou visitar seus filhos antes de um treino e, ao não ter sua entrada permitida, teria invadido a casa. A Polícia Militar foi acionada, mas ninguém foi detido. Segundo nota da corporação, as partes foram localizadas no local, mas a solicitante optou por não ir à delegacia naquele momento.
Posteriormente, Jordana compareceu à Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) da Barra da Tijuca, onde registrou um boletim de ocorrência e solicitou uma medida protetiva. Em suas redes sociais, ela relatou ter sido vítima de "abuso psicológico e agressões verbais" e afirmou que decidiu tornar o caso público para servir de exemplo a outras mulheres.
O volante do Flamengo apresentou uma versão diferente dos fatos. Allan alega que estava sendo impedido de visitar os filhos e nega qualquer tipo de agressão. Na mesma quinta-feira, policiais teriam encontrado o jogador tomando sorvete com as crianças dentro do próprio condomínio.
Foto: Divulgação
O atleta teria ainda gravado um vídeo em seu celular que, segundo ele, comprova que não houve agressão física durante o episódio. O Flamengo solicitou esclarecimentos ao jogador, que apresentou as imagens em sua defesa.
Nota da Jordana:
"Nota de esclarecimento: hoje, escrevo essas palavras com o coração partido, mas também fortalecido. Partido porque jamais imaginei que passaria por tudo o que vivi nos últimos anos. De um amor, veio o medo. De uma paixão, a solidão. De um carinho, atitudes inimagináveis. De uma tentativa de acordo, um estrangulamento financeiro. Na semana passada, não tive outra escolha senão pedir uma medida protetiva contra a pessoa com quem estive desde os 17 anos e que eu acreditava que me protegeria.
Mas, como mencionei, hoje escrevo com o coração fortalecido. Recebi a confirmação de que nós, mulheres, não estamos sozinhas. Que temos, sim, a força necessária para romper com anos de abuso psicológico, agressões verbais e para não aceitar qualquer tipo de violência. Tomo a liberdade de citar um trecho da decisão que concedeu minha medida protetiva:
'A palavra violência pode ter vários significados, sendo utilizada para definir o uso de força física, psicológica ou intelectual para obrigar outra pessoa a fazer algo contra a sua vontade, constranger, incomodar, impedir a outra pessoa de manifestar seu desejo e sua vontade ou de suportar agressões verbais que violem sua honra'.
Por mais doloroso que seja para mim escrever essas palavras, tenho certeza de que, como mãe, este é o melhor exemplo que posso dar a minha filha. Eu não consegui sair antes. E sei que talvez você, que está lendo, também sinta que não consegue. Eu precisei buscar ajuda. Dos meus amigos e da minha família. Da minha advogada e sua equipe. Da minha psicóloga. Da autoridade policial. Do judiciário que decidiu pela minha proteção, aliviando minha alma.
Que essa seja uma nova história sendo escrita. E que você, que está lendo, assim como eu, tenha a oportunidade de também escrever novos capítulos.
Por fim, afirmo que acredito na Justiça e no rigor da lei. Em respeito a minha família, por ora, não me manifestarei mais sobre esse assunto e permanecerei em sigilo até que todos os procedimentos terminem.
Obrigada pela compreensão".
Nota do Allan:
"A nota publicada (primeira notícia divulgada pelo jornal Extra) diz que, de acordo com a denúncia realizada pela ex-esposa, houve invasão da casa/domicílio em que ela está residindo com os filhos do casal. A informação não é procedente, a partir do momento que o imóvel é de propriedade do atleta. Ou seja, por direito adquirido, possui acesso, sem qualquer proibição, à mesma. Além disso, a nota cita violência física contra a ex-esposa na denúncia realizada. Não houve qualquer situação relacionada à questão, inclusive com provas de vídeo, caso sejam necessárias. Por algumas tentativas, o atleta solicitou à ex esposa visitar os filhos e as mesmas não foram respondidas. Motivo pelo qual, ele foi até seu imóvel para visitar as crianças, único motivo da presença no local".