Agora, se torna o primeiro presidente em exercício da história sul-coreana a ser detido, num caso que escancara os riscos à democracia mesmo em países considerados estáveis.
O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi preso novamente nesta quinta-feira (10) e levado para uma cela solitária, ampliando a crise política que se arrasta no país desde o fim de 2024. Ele já havia sido afastado do cargo com impeachment confirmado em abril, após tentar decretar lei marcial e fechar o Parlamento.
A nova ordem de prisão foi determinada pelo juiz do Tribunal do Distrito Central de Seul, que apontou risco de destruição de provas como justificativa para a detenção. Com 64 anos, Yoon nega todas as acusações, mas agora aguarda o julgamento em regime de prisão provisória.
“Quando Yoon for acusado, ele poderá permanecer detido por até seis meses”, explicou à agência AFP Yun Bok-nam, presidente da organização Advogados por uma Sociedade Democrática.
A tentativa de golpe ocorreu em dezembro, quando Yoon decretou lei marcial, suspendeu direitos civis e tentou dissolver o Parlamento. A medida, no entanto, foi derrubada em poucas horas graças à resistência dos legisladores e da população.
Yoon é acusado de insurreição, uma das poucas infrações criminais das quais um presidente não tem imunidade no país. A pena pode chegar à prisão perpétua ou até mesmo à morte — embora a Coreia do Sul não realize execuções há décadas.