Unidade vai desenvolver estudos em áreas estratégicas para a região, com investimento de R$ 15 milhões em laboratórios de inteligência artificial e ciências quânticas
O instituto funcionará no Centro Regional de Manaus, instalado nas dependências do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). A proposta é desenvolver pesquisas em áreas consideradas estratégicas, como proteção de fronteiras, monitoramento territorial, inovação tecnológica e defesa nacional. A iniciativa ocorre em parceria com o Instituto Militar de Engenharia (IME), que atua na formação e pesquisa em engenharia de defesa.
A instituição oferecerá cursos de mestrado, doutorado e estágio de pós-doutorado, com foco na formação de pesquisadores e especialistas para atuar em temas ligados à Amazônia. Segundo informações sobre a criação do instituto, o Ipeam será uma unidade de pesquisa, desenvolvimento e inovação do Exército voltada aos desafios estratégicos da região, com foco inicial no programa de pós-graduação em engenharia de defesa do IME.
Durante a cerimônia, foi anunciada a destinação de R$ 15 milhões em recursos federais para a estruturação do instituto. Do total, R$ 10 milhões são provenientes de emendas parlamentares impositivas. Os recursos serão aplicados na implantação de laboratórios de pesquisa em inteligência artificial e ciências quânticas.
Segundo o senador Eduardo Braga, os novos espaços devem contribuir para avanços em telecomunicações, monitoramento e soluções na área energética. As atividades do instituto serão desenvolvidas em parceria com instituições públicas de ensino do Amazonas, ampliando a integração entre pesquisa científica, formação acadêmica e demandas estratégicas da região.
De acordo com o comandante do Instituto Militar de Engenharia, general Juraci Galdino, o início das atividades está previsto para o dia 3 de agosto. Ele informou ainda que serão ofertadas bolsas de estudo e que um edital de chamamento será lançado para selecionar mais 24 alunos.
A implantação do Ipeam reforça a presença científica e tecnológica do Estado na Amazônia e busca aproximar a produção acadêmica das necessidades da região. A expectativa é que o instituto contribua para o desenvolvimento de soluções voltadas à proteção da Amazônia, à qualificação profissional e ao fortalecimento da soberania nacional.