Economia

Exportações da indústria de defesa brasileira disparam e já somam US$ 1,31 bilhão em 2025

Setor se aproxima de novo recorde e projeta autonomia tecnológica de 75% até 2033.

17 de Julho de 2025
Foto: Reprodução

As exportações brasileiras de produtos e serviços de defesa alcançaram US$ 1,31 bilhão no primeiro semestre de 2025, o que equivale a 73,6% do recorde anual estabelecido em 2024, quando o setor atingiu US$ 1,78 bilhão — o melhor desempenho em mais de uma década.

Atualmente, a Base Industrial de Defesa do Brasil exporta para cerca de 140 países, abrangendo todos os continentes. Aeronaves, suas partes e componentes representam 34% desse total. O setor tem papel expressivo na economia nacional, respondendo por 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB) e gerando aproximadamente 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos.

Para o secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, o crescimento é fruto de um setor cada vez mais competitivo, com foco em autonomia estratégica e ampliação de oportunidades comerciais no mercado global.

“Desempenhamos um papel fundamental no auxílio às exportações de produtos de defesa, apoiando o desenvolvimento tecnológico, além de oferecer financiamento, seguros e suporte comercial à nossa Base Industrial de Defesa”, destacou o secretário.

Com foco no avanço tecnológico, o Brasil pretende atingir, em 2026, o domínio de 55% de tecnologias críticas para a área militar, como radares, satélites e foguetes — atualmente esse índice está em 42%. A meta é chegar a 75% até 2033, o que permitirá ao país maior independência na execução de projetos estratégicos das Forças Armadas.

As projeções foram anunciadas pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, durante o lançamento da Missão 6 do Programa Nova Indústria Brasil (NIB), em fevereiro deste ano. A iniciativa é parte do esforço nacional para fortalecer a indústria de defesa como motor de inovação e soberania.

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