Cinema

Extra! Extra! Jornalismo também é coisa de cinema

Essa semana foi comemorado, no dia 7 de abril, o Dia do Jornalista e por isso mesmo hoje vamos falar de Jornalismo e Cinema.

Por: Emerson Medina
09 de Abril de 2026
Foto: Divulgação

A cobertura jornalística sempre rendeu material para um olhar cinematográfico levantando questões éticas e morais de todos os lados e revelando como o jornalismo é uma das profissões mais impactantes

Essa semana foi comemorado, no dia 7 de abril, o Dia do Jornalista e por isso mesmo hoje vamos falar de Jornalismo e Cinema, uma combinação tão perfeita quanto pipoca e refrigerante e que rende ótima bilheteria.

A Montanha dos Sete Abutres

(Foto: Divulgação)

Esse é figura carimbada em quase toda faculdade de jornalismo. Dirigido por Billy Wilder e estrelado por Kirk Douglas, o filme acompanha um jornalista que explora um acidente para ganhar notoriedade, manipulando informações e prolongando a tragédia. A obra critica o sensacionalismo da mídia e a ética no jornalismo. Douglas aposta no círco e colhe os frutos amargos da sua escolha.

Todos os Homens do Presidente

  ( Foto: Divulgação)

Dirigido por Alan J. Pakula, com Robert Redford e Dustin Hoffman, retrata a investigação jornalística do caso Watergate que levou ao fim do mandato do presidente Richard Nixon. Mostra o trabalho de apuração, a checagem de fontes e o impacto político das reportagens, uma aula de captação e checagem dos fatos.

O Informante

(Foto: Divulgação)

Dirigido por Michael Mann, estrelado por Al Pacino e Russell Crowe, acompanha a denúncia de práticas da indústria do tabaco e os conflitos entre jornalismo, interesses corporativos e proteção de fontes. O programa 60 Minutos da CBS tinha a denúncia bombástica que confirmava os efeitos viciantes dos cigarros vendidos pela Philips Morris. Como a CBS pertencia a um grupo maior empresarial que negociava com a Morris, por alguns dias a matéria foi questionada internamente e a custa de muita luta por parte da produção ela foi finalmente ao ar, pelo bem maior da coletividade.

Conspiração e Poder

(Foto: Divulgação)

Dirigido por James Vanderbilt, com Cate Blanchett e Robert Redford, aborda a cobertura jornalística sobre o passado militar de George W. Bush e a crise de credibilidade enfrentada pela imprensa após questionamentos sobre a veracidade das fontes. Novamente uma matéria do 60 Minutos da CBS. Com documentos e depoimentos, a produção denunciava que Bush foi poupado de ir a Guerra do Vietnã por estar servindo na Guarda Nacional, porém os documentos apontavam que ele sequer frequentava a base onde estava destacado. Ao final entretanto, o material foi colocado em dúvida, e sem substanciais evidências, a CBS teve que fazer um pedido formal de desculpas. Uma obra que mostra como o limite entre ética, informação e credibilidade trafegam por camadas cinzas.

5 de Setembro

(Foto: Divulgação)

Dirigido por Tim Fehlbaum, o filme dramatiza a cobertura midiática de um atentado durante os Jogos Olímpicos de Munique de 1972, organizado pelo grupo Setembro Negro contra a delegação de Israel. Naquele momento a única equipe da ABC disponível no País era da editoria de esportes. O filme destaca os bastidores da televisão ao vivo, com sinal de satélite compartilhado e com tecnologia analógica. Um olhar sobre os bastidores das decisões éticas e a pressão por informação em tempo real.

 Spotlight – Segredos Revelados

Com um super elenco reunindo Rachel McAdams, Mark Ruffalo e Michael Keaton, a obra é uma potente reconstrução da reportagem da equipe do The Boston Globe que revelou a prática generalizada de pedofilia na Igreja Católica, nos Estados Unidos. Um retrato do poder e da importância do bom jornalismo.


(Foto: Divulgação)

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