Federação promete termo de conduta com clubes e escolas para conter violência e evitar tragédias em competições de base.
A Federação Amazonense de Futebol (FAF) decidiu suspender as rodadas do Campeonato Amazonense após cenas de violência envolvendo pais e responsáveis nas arquibancadas. O episódio mais recente ocorreu durante a partida entre Aguerridos FC e Amazonas FC, no Estádio da Ulbra, transformando o ambiente em um cenário de “praça de guerra”, como descreveu o presidente da entidade, Ednailson Rozenha.
A suspensão atinge a 8ª rodada do Sub-8, a 7ª rodada do Sub-10 e os playoffs das quartas de final do 1º turno do Sub-12, que ocorreriam no último domingo (17). Inicialmente, a FAF havia determinado que os jogos seriam realizados com portões fechados, sem presença de público. No entanto, diante da gravidade da situação, optou pelo cancelamento.
Em nota oficial, a federação informou que os casos foram encaminhados ao Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol Amazonense (TJD-AM), que deverá analisar as responsabilidades dos envolvidos.
Durante a reunião com os clubes participantes, Rozenha foi enfático ao destacar que medidas mais duras serão adotadas para coibir os episódios de violência. “As cenas que a gente vem presenciando desde o ano passado são lamentáveis. Uma atitude tem que ser tomada. Não podemos ficar inertes diante da violência nas arquibancadas. Vamos assinar com os clubes e escolas uma espécie de termo de ajustamento de conduta, para que os pais sejam orientados a ter educação, humanidade e civilidade”, afirmou.
O dirigente ainda reforçou que competições infantis devem ser um espaço de lazer e formação para as crianças, e não um palco de violência. “Uma competição sub-8 serve principalmente para criar uma memória boa, uma experiência marcante para a criança que joga em uma arena de Copa do Mundo, como a Arena da Amazônia. Não podemos transformar esse sonho em tragédia”, alertou.
Rozenha concluiu destacando que a FAF não aceitará mais o clima hostil que tem marcado as categorias de base desde o ano passado. “Toda essa indústria do futebol passa pela base. Mas não dá para fechar os olhos diante de uma situação medieval, que é o que vem acontecendo nos jogos”, completou.