Justiça

Falta de fraturas não elimina tese de violência contra cão Orelha

Perícia da Polícia Científica de Santa Catarina aponta causa da morte inconclusiva, mas admite possibilidade de traumatismo sem lesões ósseas

Por: Portal Amz em Pauta
27 de Fevereiro de 2026
Foto: Reprodução / Redes sociais

A Polícia Científica de Santa Catarina concluiu o laudo pericial do cão comunitário Orelha, exumado para realização de perícia direta após suspeitas de agressão na Praia Brava, em Florianópolis.

Embora o exame visual não tenha identificado fraturas nos ossos, o documento destaca que o resultado não descarta a hipótese de traumatismo cranioencefálico provocado por ação humana.

O exame necroscópico foi realizado após a exumação do corpo, mas enfrentou limitações severas em razão do avançado estado de putrefação e esqueletização do animal. Segundo os peritos, essa condição impossibilitou a análise de tecidos moles e órgãos internos, restringindo a avaliação à estrutura óssea.

No laudo, os especialistas ressaltam que a ausência de fraturas não é suficiente para afastar a possibilidade de agressão, uma vez que traumatismos inclusive cranianos, podem ocorrer sem necessariamente provocar lesões ósseas detectáveis, especialmente quando não há preservação dos tecidos.

Diante das limitações técnicas, a causa da morte foi considerada inconclusiva. O caso segue sob investigação para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades.

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