Em carta assinada por 19 presidentes de federações, movimento não cita Ednaldo Rodrigues e pede por mudança no futebol nacional.
A crise na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ganhou mais um capítulo na última quinta-feira (15), com a divulgação de um manifesto assinado por 19 federações estaduais, incluindo a do Amazonas. O documento pede estabilidade institucional, renovação de lideranças e descentralização na gestão do futebol brasileiro.
Intitulado “Manifesto pela Estabilidade, Renovação e Descentralização do Futebol Brasileiro”, o texto é assinado pelos presidentes das federações de estados das regiões Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O documento não menciona o nome de Ednaldo Rodrigues, presidente afastado da CBF, mas sinaliza um desejo de mudança no comando da entidade.
A iniciativa ocorre em meio à condução do processo eleitoral que será liderado por Fernando Sarney, atual presidente interino da CBF. As federações signatárias se comprometem a construir uma candidatura à Presidência e Vice-Presidências da CBF com base em governança, eficiência e maior representatividade.
Entre as federações que assinaram o manifesto estão as do Amazonas, Acre, Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Mato Grosso do Sul.
Por outro lado, sete federações optaram por não assinar o documento: Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco. A ausência de algumas dessas entidades indica possíveis divergências internas sobre os rumos da CBF.
O manifesto critica a excessiva centralização da estrutura atual da confederação e aponta a necessidade de reconectar a CBF às bases do futebol brasileiro. Segundo o texto, a instabilidade institucional e a judicialização têm comprometido o funcionamento da entidade há mais de uma década.
As federações também reivindicam melhorias estruturais no futebol nacional, como um calendário equilibrado, arbitragem profissionalizada, estádios seguros, gramados de qualidade e competições mais fortes. Elas defendem que a CBF se torne exemplo de transparência e boa governança.
O movimento reforça a necessidade de uma gestão mais democrática e participativa, aberta à colaboração de todos os envolvidos no ecossistema do futebol. “Queremos uma CBF forte, querida por dentro, admirada por fora — e novamente amada por todos que fazem do futebol a alma do nosso país”, conclui o manifesto.