O relatório aponta redução de casos e óbitos, mas alerta para a continuidade das ações de controle e prevenção.
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas - Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), atualizou nesta segunda-feira, 31 de março, o Informe Epidemiológico sobre Vírus Respiratórios no estado. O novo documento, já disponível no portal da FVS-RCP (WWW.FVS.AM.GOV.BR), traz dados atualizados sobre a incidência e os tipos de vírus respiratórios circulantes na região, além de medidas de prevenção e controle.
De acordo com o relatório, entre 1º de janeiro e 29 de março de 2025, foram registrados 919 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Amazonas, com 295 deles associados a vírus respiratórios. Em comparação ao mesmo período de 2024, houve uma redução de 15,7% nas notificações de SRAG por vírus respiratórios, que naquele ano somaram 350 casos.
Óbitos e faixa etária mais afetada
Ainda no período de 1º de janeiro a 29 de março de 2025, foram registrados 15 óbitos por vírus respiratórios, sendo 13 causados pela Covid-19, 1 pelo rinovírus e 1 pelo parainfluenza. O número representa uma queda de 54,5% em relação aos 33 óbitos registrados no mesmo período de 2024.
Nas últimas três semanas, de 9 a 29 de março de 2025, a faixa etária mais afetada por SRAG foi a de pessoas com 60 anos ou mais, correspondendo a 29,2% dos casos, seguida por crianças menores de 1 ano (23,4%) e de 1 a 4 anos (15,9%). Os adultos jovens, entre 20 e 39 anos, representaram 10,2% dos casos.
Tipos de vírus respiratórios em circulação
Em relação aos tipos de vírus identificados no Amazonas, os mais prevalentes nas amostras laboratoriais enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) foram o rinovírus, com 58,5%, seguido pela influenza B (25,3%), o coronavírus SARS-CoV-2 (10%), a influenza A (4,8%) e o adenovírus (4,1%).
Estratégias de controle e assistência
A secretária de Estado de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud, destacou as estratégias adotadas pela rede de assistência hospitalar para controlar a propagação das síndromes respiratórias. Entre as ações estão a triagem de sintomáticos respiratórios, testagem rápida para Covid-19, exames laboratoriais para diagnóstico de outros vírus e exames de imagem, além de tratamentos adequados conforme o quadro clínico dos pacientes.
Para evitar complicações, a SES-AM orienta a população a manter hidratação adequada, usar máscara ao manifestar sintomas respiratórios, e buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao apresentar sintomas mais leves. Em casos mais graves, a orientação é procurar atendimento hospitalar. O estado dispõe de 17 unidades de referência para atendimento especializado.
Medidas de prevenção e reforço nas ações de saúde
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reforçou as medidas de prevenção essenciais para reduzir a disseminação dos vírus respiratórios. Além da higienização frequente das mãos e do uso de máscara, ela destacou a importância da etiqueta respiratória, que consiste em cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, e o distanciamento social, evitando aglomerações.
A recomendação é também que grupos de risco, como idosos, pessoas com comorbidades, imunossuprimidos e trabalhadores da saúde, usem máscaras de proteção respiratória para prevenir a transmissão de vírus respiratórios. Crianças menores de seis meses devem ser protegidas, evitando sua exposição a ambientes com risco de contaminação.
Além disso, a FVS-RCP destacou a distribuição de vacinas contra a Covid-19 e a Influenza para toda a população do Amazonas, com a recomendação de que o público elegível procure os postos de vacinação para reduzir a transmissão de doenças respiratórias e prevenir complicações graves.
A FVS-RCP e a SES-AM continuam monitorando o cenário epidemiológico e reforçando o apelo à população para que adote as medidas de prevenção, visando proteger a saúde coletiva e reduzir o impacto das síndromes respiratórias na região.