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Gattuso admite pressão e diz que deixará a Itália se seleção não for à Copa

Técnico vive momento decisivo nas Eliminatórias; equipe está em segundo no Grupo I e precisa vencer as duas últimas rodadas

15 de Outubro de 2025
Foto: Divulgação

O técnico Gennaro Gattuso afirmou que deixará o país caso a Itália não consiga a classificação para a Copa do Mundo de 2026. O treinador reconheceu a pressão sobre a equipe, que ocupa a segunda colocação do Grupo I das Eliminatórias Europeias, posição que leva à repescagem, e destacou que o país não pode ficar fora do torneio pela terceira edição consecutiva.

A Itália soma 19 pontos, três a menos que a líder Noruega, que também possui vantagem expressiva no saldo de gols: 26 contra 10 dos italianos. Apesar da desvantagem, a equipe já assegurou, ao menos, uma vaga nos playoffs, uma vez que Israel, Estônia e Moldávia não têm mais chances de alcançar as duas primeiras posições da tabela.

Com o futuro em jogo, Gattuso declarou que a frustração seria tamanha que o faria deixar o país. “Se não nos classificarmos para a Copa do Mundo, vou me mudar e morar longe da Itália. Já estou um pouco longe, mas vou ainda mais longe”, afirmou o técnico, em entrevista após a vitória sobre Israel.

A seleção italiana terá duas partidas decisivas em novembro. No dia 13, enfrenta a Moldávia fora de casa, e no dia 16, recebe a Noruega no estádio Giuseppe Meazza, em Milão. Os resultados dessas rodadas definirão se a equipe garantirá vaga direta ou se precisará disputar a repescagem europeia em março de 2026.

Gattuso elogiou o desempenho recente da equipe, especialmente o goleiro Gianluigi Donnarumma, que teve boas atuações nas partidas mais recentes. “É preciso dar os parabéns aos rapazes, inclusive ao Gigio. Vi um grande espírito e estou contente por não termos sofrido gols contra Israel. Fizemos o jogo que precisávamos fazer”, avaliou.

O técnico afirmou ainda que o foco agora é manter o grupo unido e preparado para os desafios finais. “Não há descanso. Esperamos que Deus nos ajude e que não percamos jogadores. Vamos fazer dois jogos sérios e tentar consolidar aquele núcleo compacto que se entende dentro e fora de campo”, disse.

A Itália vive um jejum em Copas do Mundo que se estende desde 2014. A seleção, quatro vezes campeã mundial, não passou da fase de grupos no torneio de 2010 e ficou fora das edições de 2018 e 2022, o que aumentou a cobrança sobre a atual geração de jogadores.

Gattuso assumiu o comando da equipe em julho, substituindo Luciano Spalletti, que deixou o cargo após três derrotas consecutivas nas Eliminatórias. Desde então, o treinador tem buscado reconstruir a confiança e o desempenho da equipe, apostando em uma nova geração de atletas e em um estilo de jogo mais disciplinado.

As próximas semanas serão decisivas para o futuro do futebol italiano. Caso conquiste a vaga direta, a Itália voltará ao principal torneio do planeta após 12 anos de ausência. Caso contrário, enfrentará novamente a repescagem, cenário que traz lembranças amargas para os torcedores e coloca a permanência de Gattuso sob dúvida.

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