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Governo Trump proíbe Harvard de matricular novos estudantes estrangeiros

Decisão ocorre após suspensão de Harvard no sistema federal de credenciamento, acusação de ambiente inseguro e possíveis impactos financeiros para universidade.

22 de Maio de 2025
Foto: Stephanie Mitchell / Harvard Staff Photographer

O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (22), que a Universidade Harvard está proibida de matricular novos estudantes estrangeiros a partir do ano letivo de 2025. A medida ocorre após a suspensão da universidade no principal sistema federal de credenciamento para alunos internacionais e pode impactar significativamente as finanças da instituição.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos declarou que a suspensão é uma resposta à suposta omissão de Harvard frente a episódios de violência e antissemitismo. Em comunicado, o órgão acusou a universidade de “criar um ambiente inseguro”, afirmando que estudantes judeus foram assediados e agredidos por “agitadores antiamericanos e pró-terroristas”, muitos deles estrangeiros. O texto também denuncia “atividades coordenadas” entre Harvard e o Partido Comunista Chinês.

Os estudantes internacionais atualmente matriculados poderão ter seus vistos cancelados ou precisarão transferir-se para outras instituições. Harvard respondeu classificando a decisão como ilegal e garantiu que continuará defendendo a presença de estudantes estrangeiros.

A notificação deu a Harvard 72 horas para atender à solicitação do Departamento de Segurança Interna.

O governo Trump tem tentando restringir drasticamente os vistos para estudantes estrangeiros, causando caos e confusão nos campi universitários dos EUA e levando a uma onda de processos judiciais. Em alguns casos, essas revogações pareceram afetar estudantes estrangeiros que já participaram de protestos políticos ou que tiveram infrações de trânsito e antecedentes criminais. 

Atualmente, cerca de 6,8 mil estudantes internacionais frequentam Harvard, o que corresponde a 27% do total de alunos. Essa decisão representa o ápice das tensões entre a Casa Branca e a universidade, que se intensificaram após os protestos contra a guerra na Faixa de Gaza, iniciados em outubro de 2023.

 

Com informações da CBN e Reuters.

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