Política

Gratuidade em conta de luz para baixa renda segue para sanção presidencial

Nova lei beneficiará cerca de 4,5 milhões de famílias com isenção até 80 kWh.

18 de Setembro de 2025
Foto: Marcelo Camargo / Agencia Brasil

A conta de luz gratuita ou com desconto para famílias de baixa renda que consomem até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e agora segue para sanção presidencial. A proposta amplia a tarifa social de energia elétrica e deve beneficiar 4,5 milhões de famílias inscritas no CadÚnico, com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, além de beneficiários do BPC, indígenas e quilombolas.

A Medida Provisória (MP) 1.300/2025, editada em maio, já estava em vigor desde julho, mas precisava ser confirmada pelo Congresso para virar lei. O texto final aprovado mantém gratuidade para consumo de até 80 kWh e prevê que, se o gasto ultrapassar esse limite, a família pague apenas a diferença. Antes, a tarifa social oferecia desconto de 65% a 10% até 220 kWh mensais.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a ampliação deve alcançar cerca de 60 milhões de brasileiros. A isenção será custeada pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo formado por todos os consumidores de energia. Outros encargos, como iluminação pública e ICMS, podem continuar a ser cobrados, conforme a legislação de cada estado e município.

Alterações no texto

Durante a tramitação, o Congresso fez ajustes, entre eles a inclusão de desconto para dívidas de geradoras hidrelétricas com a União, o que implica renúncia fiscal estimada em R$ 4 bilhões. Também foi decidido que, a partir de 2026, o custo maior da energia nuclear será rateado entre todos os consumidores, exceto os de baixa renda. Para o setor de irrigação e aquicultura, o horário fixo para desconto de energia foi flexibilizado, permitindo definição junto às distribuidoras.

Pontos como a escolha do fornecedor de energia pelo consumidor residencial e comercial e a descentralização da regulação elétrica ficaram de fora e poderão ser retomados na MP 1.304/2025, ainda em debate.

Com a sanção, o governo pretende “conciliar justiça social e fortalecimento do setor elétrico”, oferecendo alívio financeiro imediato a famílias vulneráveis e estimulando o consumo consciente de energia.

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