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Hamas confirma início da libertação de reféns israelenses para segunda-feira em Gaza

Acordo de cessar-fogo prevê troca de prisioneiros e reunião de líderes no Egito

12 de Outubro de 2025
Foto: Divulgação

O grupo Hamas confirmou na última sábado (11) que a libertação dos reféns israelenses mantidos em Gaza começará na manhã de segunda-feira (13), no horário local. A informação foi dada por Osama Hamdan, dirigente do grupo, em entrevista à agência de notícias AFP. De acordo com ele, o processo de troca faz parte da primeira fase do acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e Hamas, mediado pelos Estados Unidos.

Pelos termos do acordo, após o retorno dos reféns, Israel deverá libertar cerca de dois mil prisioneiros palestinos. Essa troca simboliza um dos passos mais importantes na tentativa de pôr fim ao conflito iniciado em outubro de 2023. O cessar-fogo foi acordado na quarta-feira (8), e o Hamas tem até 72 horas, a partir de sua implementação, para libertar todos os sequestrados. O prazo termina às 6h de segunda-feira, no horário de Brasília.

Ainda na segunda-feira, líderes de mais de 20 países se reunirão na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, às margens do Mar Vermelho, para discutir os detalhes finais do acordo de paz. O encontro foi confirmado pelo governo do Egito e contará com a presença de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Emmanuel Macron, presidente da França. A presidência francesa não informou se haverá uma reunião bilateral entre Macron e Trump.

O principal impasse no momento é a localização dos corpos de reféns que morreram em cativeiro. Segundo informações da imprensa israelense, pelo menos oito corpos ainda não foram encontrados. O Hamas afirma não saber o paradeiro dos restos mortais e solicitou mais tempo para concluir as buscas.

Em resposta, a Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa internacional para auxiliar na localização dos corpos em diferentes áreas da Faixa de Gaza. A operação contará com o apoio de Israel, Estados Unidos, Catar e Egito, e deve começar imediatamente após o início do cessar-fogo. A expectativa é que as buscas ocorram simultaneamente à libertação dos reféns.

O conflito entre Israel e o Hamas começou em 7 de outubro de 2023, quando o grupo terrorista lançou um ataque surpresa que matou mais de 1.200 pessoas e sequestrou 251. Desde então, as forças israelenses reagiram com ofensivas na Faixa de Gaza, resultando na morte de mais de 60 mil palestinos, segundo números divulgados por autoridades ligadas ao Hamas.

O plano de paz, apresentado no fim de setembro pelo governo dos Estados Unidos, foi negociado com a participação de Egito, Catar e Turquia. Ele estabelece, além da troca de reféns e prisioneiros, a suspensão dos bombardeios e a retirada gradual das tropas israelenses de Gaza, que atualmente ocupam cerca de 53% do território.

De acordo com o governo israelense, o Hamas ainda mantém 48 dos 251 reféns sequestrados no ataque de 2023. Estima-se, porém, que apenas 20 dessas pessoas estejam vivas. A expectativa é que todos sejam entregues, vivos ou mortos, dentro do prazo estipulado pelo cessar-fogo. Em contrapartida, Israel deverá libertar centenas de presos, incluindo alguns condenados à prisão perpétua.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel instruiu as tropas a permanecerem em alerta e prontas para todos os cenários durante o processo de libertação. Enquanto isso, o mundo acompanha com atenção o desenrolar dos acontecimentos, que podem marcar um dos momentos mais decisivos no esforço internacional para encerrar a guerra que devastou a Faixa de Gaza por mais de um ano.

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