Mundo

Homem ataca manifestação nos EUA e deixa oito feridos em Boulder, Colorado

Ataque com coquetéis incendiários ocorreu durante ato em apoio a reféns israelenses.

02 de Junho de 2025
Foto: REUTERS / Mark Makela

Oito pessoas ficaram feridas no último domingo (1º) após um homem de 45 anos gritar "Palestina livre" e lançar dispositivos incendiários contra uma multidão em Boulder, no estado do Colorado, Estados Unidos. O ataque aconteceu durante uma manifestação que pedia a libertação de reféns israelenses mantidos na Faixa de Gaza, segundo as autoridades locais.

Entre os feridos estão quatro mulheres e quatro homens, com idades entre 52 e 88 anos, que foram levados para hospitais da região. Inicialmente, a polícia de Boulder havia informado que eram seis os feridos, incluindo uma pessoa em estado crítico, número que foi atualizado ao longo do dia.

“Como resultado desses fatos preliminares, está claro que se trata de um ato de violência direcionado e o FBI investiga como um ato de terrorismo”, declarou Mark Michalek, agente especial do FBI encarregado do Escritório de Campo de Denver.

O suspeito foi identificado como Mohamed Soliman, que também foi hospitalizado logo após o ataque. A agência Reuters informou que não conseguiu localizar imediatamente contatos do suspeito ou de seus familiares.

O diretor do FBI, Kash Patel, classificou o episódio como “um ataque terrorista direcionado”. Já o procurador-geral do Colorado, Phil Weiser, afirmou que o ataque “parece ser um crime de ódio, dado o grupo que foi alvo”.

“Estamos bastante confiantes de que temos o único suspeito sob custódia”, disse Weiser.

O ataque ocorreu no Pearl Street Mall, uma movimentada área de compras para pedestres próxima à Universidade do Colorado. O evento era promovido pela organização Run for Their Lives, criada para chamar atenção sobre os reféns feitos pelo Hamas após o ataque contra Israel em 2023.

Em nota, o grupo declarou que “as caminhadas têm sido realizadas todas as semanas desde então para os reféns, sem nenhum incidente violento até hoje”.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se manifestou, afirmando que as vítimas foram atacadas “simplesmente porque eram judeus” e demonstrou confiança de que “as autoridades dos EUA processarão o responsável pelos ataques”.

“Os ataques antissemitas em todo o mundo são resultado direto de difamações de sangue contra o Estado e o povo judeu, e isso precisa ser interrompido”, disse Netanyahu em comunicado.

O episódio acontece em meio ao aumento das tensões nos Estados Unidos relacionadas à guerra de Israel em Gaza, que tem provocado crescimento tanto dos crimes de ódio antissemitas quanto de reações contrárias a protestos pró-Palestina. O governo de Donald Trump, aliado dos setores conservadores de apoio a Israel, adotou medidas como a detenção de manifestantes contrários à guerra sem apresentação de acusações e o corte de financiamento a universidades norte-americanas que permitiram esses protestos.

 

Com informações da Reuters.

Leia Mais
TV Em Pauta

COPYRIGHT © 2024-2025. AMZ EM PAUTA S.A - TODOS OS DIREIROS RESERVADOS.