Após a decisão, Josivaldo e Iago foram encaminhados ao sistema prisional, onde devem cumprir as penas impostas
Dois homens foram condenados pela morte de Rogério da Silva Maciel, crime ocorrido em 11 de junho de 2017, no Ramal do Brasileirinho, zona leste de Manaus. O julgamento foi concluído na quarta-feira (19) no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, resultando na condenação de Josivaldo Gomes do Nascimento a 25 anos de prisão e de Iago Moraes de Matos a 21 anos e dez meses, ambos inicialmente em regime fechado.
Josivaldo, que respondia ao processo em liberdade, teve a prisão preventiva decretada na segunda-feira (17), primeiro dia do julgamento, a pedido do Ministério Público. Durante o julgamento, o MP sustentou a acusação de homicídio triplamente qualificado, considerando motivo fútil, dissimulação e asfixia da vítima.
A motivação do crime foi uma dívida que Josivaldo tinha com Rogério devido à venda de uma motocicleta. Ele convenceu a vítima a acompanhá-lo para desfazer o negócio e a levou ao Ramal do Brasileirinho, onde Iago já o aguardava. Lá, Rogério foi morto por estrangulamento com um cinturão pertencente a Josivaldo.
Relembre o caso
Na noite do crime, por volta das 22h, Rogério estava em casa se preparando para dormir quando Josivaldo apareceu e o convenceu a sair com ele. Ele alegou que resolveriam a situação da motocicleta, que havia sido revendida a um terceiro sem que Rogério recebesse todas as parcelas devidas.
Ao chegar ao local combinado, Rogério foi atacado por Josivaldo e Iago. O inquérito policial revelou que a morte ocorreu por asfixia, com os acusados utilizando um cinturão para estrangular a vítima. A polícia identificou o crime como premeditado, já que Iago aguardava no local para a execução do assassinato.
O julgamento foi realizado mais de seis anos após o crime, e a condenação reforça o entendimento da Justiça de que a motivação fútil e a brutalidade do assassinato justificam as penas aplicadas.
Após a decisão, Josivaldo e Iago foram encaminhados ao sistema prisional, onde devem cumprir as penas impostas.