Ainda que relevantes, analistas não esperam que esses números provoquem grandes oscilações nos mercados, diante da estabilidade no cenário externo.
Com a ausência de eventos internacionais de grande impacto, o mercado financeiro volta suas atenções nesta semana para uma agenda doméstica robusta, marcada pela divulgação de indicadores econômicos relevantes. Os dados devem ajudar a traçar um panorama mais claro sobre o ritmo da economia brasileira no primeiro trimestre de 2025.
Entre os destaques estão o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de março e o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV), ambos considerados sinais importantes do desempenho do país. Ainda que relevantes, analistas não esperam que esses números provoquem grandes oscilações nos mercados, diante da estabilidade no cenário externo.
Outros eventos aguardados são a segunda prévia do IGP-M, também da FGV, e a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que devem oferecer pistas adicionais sobre a trajetória da inflação e as condições de crédito no país.
No mercado de capitais, o Ibovespa mantém viés altista tanto no curto quanto no médio prazo. Desde o fundo registrado no início do ano, aos 118.222 pontos, o principal índice da B3 vem renovando topos sucessivos. Na última semana, alcançou seu recorde histórico, aos 139.418 pontos, marcando o sexto fechamento semanal consecutivo em alta.
Se romper novamente essa marca, o Ibovespa poderá mirar os próximos alvos técnicos entre 140.000 e 141.070 pontos, com projeções mais ambiciosas na faixa entre 143.000 e 146.135 pontos. Apesar do cenário positivo, analistas alertam para a possibilidade de correções pontuais, especialmente se houver perda das médias móveis de curto prazo. Os principais suportes, em caso de queda, estão entre 137.634 e 136.100 pontos, com faixas mais amplas entre 132.870 e 129.000 pontos — e, em movimentos mais fortes de realização, até 122.530 pontos.