Polícia Civil afirma que mulher teria obtido benefício do INSS, contratado empréstimos e usado documentos diferentes para votar em eleições.
Uma idosa foi presa nesta sexta-feira (2), em Manaus, suspeita de falsidade ideológica e uso de documentos falsos. A prisão foi realizada por policiais civis do 7º Distrito Integrado de Polícia (DIP), após uma investigação iniciada a partir de inconsistências identificadas em solicitações feitas ao Instituto de Identificação do Amazonas.
De acordo com a Polícia Civil, servidores do instituto perceberam que diferentes documentos haviam sido solicitados com nomes e dados distintos, mas apresentavam o mesmo padrão de impressões digitais. A situação levantou suspeitas e levou à realização de uma busca interna para localizar as fichas cadastrais ligadas às identidades emitidas.
Como o caso foi descoberto?
Segundo o delegado Cícero Túlio, titular do 7º DIP, a investigação avançou depois que os servidores constataram que as diferentes identidades estavam relacionadas ao mesmo padrão datiloscópico. A suspeita foi localizada quando retornou ao Instituto de Identificação para solicitar uma segunda via de um dos documentos.
Ao perceberem a presença da mulher, os funcionários acionaram a Polícia Civil. Ela foi então encaminhada ao 7º DIP para prestar esclarecimentos. A análise inicial apontou que uma mesma pessoa teria solicitado documentos utilizando informações pessoais diferentes.
Documentos teriam sido usados para benefício e empréstimos
Ainda conforme a investigação, a idosa teria utilizado uma identidade falsa para obter uma certidão de nascimento em um cartório localizado na Região Metropolitana de Manaus. Com esse documento, ela teria conseguido acesso a uma aposentadoria paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A Polícia Civil também apura a utilização dessas identidades para a contratação de empréstimos bancários em diferentes agências da Região Metropolitana de Manaus. Os investigadores buscam agora dimensionar quantas operações podem ter sido realizadas e quais documentos foram usados em cada uma delas.
Polícia também apura possível uso em eleições
Durante os procedimentos na delegacia, segundo o delegado, a mulher teria relatado que utilizava duas das identidades falsas para votar em diferentes eleições. A informação ainda será apurada, inclusive para verificar a eventual ocorrência de crimes eleitorais e a extensão desse uso ao longo dos anos.
A suspeita foi indiciada pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documentos falsos. A Polícia Civil continua investigando a origem das identidades, os benefícios e empréstimos eventualmente obtidos e a possível utilização dos documentos em processos eleitorais.