Investigações apontam uso de materiais irregulares e falhas graves no sistema de segurança
A polícia de Hong Kong confirmou, nesta segunda-feira (1º), a prisão de 13 pessoas suspeitas de responsabilidade no incêndio que devastou um complexo de arranha-céus residenciais. O número de mortos subiu para 151 após a inspeção de outras três torres do conjunto.
Segundo o órgão anticorrupção, entre os presos estão consultores subcontratados de andaimes e um intermediário do projeto. As apurações indicam que empreiteiros utilizaram materiais de qualidade inferior em áreas de difícil acesso, o que impediu a fiscalização adequada e favoreceu a rápida propagação das chamas.
As autoridades afirmam que o isolamento de espuma instalado no edifício serviu de combustível para o fogo e que os alarmes do sistema de segurança não funcionaram corretamente durante o desastre.
Equipes de resgate relataram que alguns corpos foram encontrados em telhados e escadarias, rotas usadas por moradores na tentativa de escapar. A polícia segue investigando o caso e não descarta novas prisões para responsabilizar todos os envolvidos.