Fogo no Cacau Pirêra começou às margens da AM-070 e espalhou fumaça até Manaus; bombeiros seguem mobilizados.
O incêndio de grandes proporções registrado no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, está associado a uma área de influência de 453,43 hectares, segundo dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). As chamas começaram na quarta-feira (30), entre os quilômetros 3 e 4 da rodovia AM-070, e provocaram uma intensa coluna de fumaça visível de diferentes pontos da capital amazonense.
O fogo atingiu uma extensa área de vegetação próxima ao distrito e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas. Inicialmente, cinco viaturas foram enviadas ao local para conter o avanço das chamas. Imagens registradas durante a ocorrência mostram a fumaça tomando a região e se espalhando em direção a Manaus.
O Painel do Fogo do Censipam utiliza dados de satélite para acompanhar incêndios e queimadas praticamente em tempo real, permitindo identificar perímetro e evolução das ocorrências. A plataforma oficial registrou a extensa área relacionada ao incêndio de Iranduba, que ultrapassa 450 hectares.
A fumaça também afetou a qualidade do ar em Manaus. Monitoramentos realizados pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas, apontaram variações entre níveis bons e moderados em diferentes pontos da cidade. Na noite de quarta-feira, houve registro de concentração elevada de partículas finas em áreas da Zona Oeste.
A ocorrência acontece poucos dias depois de outro incêndio de grandes proporções atingir a região de Iranduba. Na semana anterior, um foco às margens da AM-070 também exigiu uma operação do Corpo de Bombeiros e consumiu uma área de mata próxima ao Cacau Pirêra.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa do incêndio iniciado na quarta-feira nem registro confirmado de feridos nas fontes consultadas. Equipes continuam acompanhando a região, enquanto o monitoramento por satélite permite avaliar a extensão e a evolução da área afetada.