Embora rara, a infecção é potencialmente letal e exige diagnóstico precoce e tratamento imediato.
Apesar de pouco conhecida fora dos hospitais, a endocardite infecciosa é uma inflamação grave que afeta o endocárdio, a camada interna do coração, incluindo as válvulas cardíacas. A doença ocorre quando microrganismos, geralmente bactérias, entram na corrente sanguínea e se alojam em regiões lesionadas do coração.
Embora rara, a infecção é potencialmente letal e exige diagnóstico precoce e tratamento imediato. O risco é maior em pessoas com válvulas cardíacas artificiais, doenças estruturais no coração, histórico de procedimentos invasivos ou uso de drogas injetáveis.
Como a doença se instala?
Ocorre após alguma lesão no revestimento interno do coração, causada, por exemplo, por turbulência no fluxo sanguíneo, traumas cirúrgicos ou injeções contaminadas. As bactérias aproveitam essas “brechas” para se fixar no tecido cardíaco.
Sinais e sintomas
Os primeiros sinais são sutis:
Febre persistente, fadiga, calafrios, fraqueza, perda de apetite. Com a progressão da doença, podem surgir dores no peito e dificuldade para respirar, sudorese noturna e perda de peso, manchas roxas nas unhas, nódulos dolorosos nas mãos (nódulos de Osler), lesões indolores nas palmas e solas dos pés (lesões de Janeway), dintomas neurológicos como confusão mental, convulsões e até derrames.
Tratamento exige internação
A endocardite infecciosa exige uso de antibióticos intravenosos por 4 a 6 semanas, dependendo do tipo de bactéria e da válvula atingida. Em alguns casos, pode ser necessário intervenção cirúrgica para substituir válvulas danificadas.
A recomendação médica é que qualquer febre persistente após procedimentos invasivos seja investigada, especialmente em pacientes com histórico cardíaco.