Economia

Inflação desacelera para 0,24% em junho, puxada por energia e alimentos

Com energia em alta e alimentos em queda, IPCA soma 2,99% no ano

10 de Julho de 2025
Foto: Divulgação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou inflação de 0,24% em junho, uma leve desaceleração em relação a maio (0,26%). No acumulado de 2025, a inflação soma 2,99%, e nos últimos 12 meses, 5,35%. O principal impacto no índice veio da energia elétrica residencial, que subiu 2,96% com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1.

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, a energia elétrica teve alta de 6,93% no primeiro semestre, sendo o item de maior impacto individual no ano (0,27 p.p.). Essa é a maior variação semestral desde 2018, quando alcançou 8,02%. Ele destacou que, em 2025, a trajetória da energia teve oscilações com bônus de Itaipu, bandeira verde, amarela e, agora, vermelha.

Também pesaram na conta os reajustes em tarifas de energia nas capitais: Belo Horizonte (7,36%), Porto Alegre (14,19%), Curitiba (1,97%) e redução no Rio de Janeiro (-2,16%). O grupo Habitação, que inclui esses itens, teve alta de 0,99% e contribuiu com 0,15 p.p. para o índice geral.

Em contrapartida, o grupo Alimentação e bebidas apresentaram a primeira queda (-0,18%) após nove meses de alta, com destaque para a redução de preços no arroz (-3,23%), frutas (-2,22%) e ovo de galinha (-6,58%). A alimentação no domicílio caiu -0,43%, enquanto a alimentação fora desacelerou para 0,46%.

A queda nos alimentos puxou o índice de difusão, que mede o percentual de itens com alta, de 60% em maio para 54% em junho. Entre alimentos, caiu para 46%. Se excluído o grupo Alimentação, o IPCA de junho seria de 0,36%. Sem a energia elétrica, a inflação seria de 0,13%.

Fonte: IBGE - Índice nacional de Consumidores Amplo 

O grupo Transportes subiu 0,27%, com impacto de 0,05 p.p., mesmo com a queda dos combustíveis (-0,42%). O aumento nos preços de transporte por aplicativo (13,77%) e no conserto de automóveis (1,03%) compensou a queda dos combustíveis. A passagem aérea também subiu 0,80% após queda no mês anterior.

No grupo Vestuário (0,75%), as maiores altas foram observadas na roupa masculina (1,03%), calçados e acessórios (0,92%) e roupas femininas (0,44%). Outros grupos tiveram variações menores: Saúde (0,07%), Despesas pessoais (0,23%), Comunicação (0,11%) e Artigos de residência (0,08%). Educação não variou.

O IPCA de serviços acelerou para 0,40%, influenciado pela alta no transporte por aplicativo e na alimentação fora do domicílio. Já os preços monitorados pelo governo desaceleraram para 0,60%, puxados pela energia elétrica, água e esgoto, e combustíveis.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de renda mais baixa, teve alta de 0,23% em junho. O acumulado no ano é de 3,08% e, nos últimos 12 meses, 5,18%. A maior variação foi registrada em Belo Horizonte (0,55%) e a menor em Porto Alegre (-0,10%). O próximo IPCA será divulgado em 12 de agosto.

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