Amazonas

Inteligência Artificial se torna aliada de estudantes do Amazonas na preparação para o Enem

Ferramenta auxilia em revisões e criação de questões, mas especialistas alertam para uso consciente.

27 de Outubro de 2025
Foto: Divulgação

Com a aproximação das provas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Processo Seletivo Contínuo (PSC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), estudantes intensificam a rotina de estudos e encontram novas formas de se preparar. Entre as estratégias, o uso da Inteligência Artificial (IA) tem ganhado destaque entre jovens que buscam melhorar o desempenho nos vestibulares.

O estudante Gustavo Henrique da Silva Nunes de Almeida, do 2º ano da Escola Estadual Josué Cláudio de Souza, utiliza a IA como ferramenta de apoio para reforçar o conteúdo. “Faço cursinho aos sábados e estudo cerca de uma hora por dia em casa. Uso a IA para tirar dúvidas e criar questões de múltipla escolha. Depois resolvo e peço o gabarito para corrigir meus erros”, contou. Segundo ele, alguns professores também recomendam o uso da tecnologia para gerar possíveis temas de redação.

Renata Lima Pereira, aluna do Colégio Militar da Polícia Militar 1 e candidata ao Enem, SIS e vestibular, vê a Inteligência Artificial como uma aliada no aprendizado. “Tenho mais dificuldade em matemática e química, e a IA me ajuda a entender melhor os cálculos. Ela também auxilia nas partes teóricas. Recebi várias dicas de colegas sobre como estudar por meio dessas ferramentas”, disse a estudante, que sonha em cursar Enfermagem, Biomedicina ou Psicologia.

O doutor em Saúde Pública e pesquisador de estratégias em Inteligência Artificial, Eduardo Honorato, ressalta que a ferramenta deve ser usada de forma consciente. “A Inteligência Artificial tem capacidades cognitivas que podem auxiliar no ensino e na aprendizagem, mas pode prejudicar se for usada incorretamente. É preciso compreender que ela é uma ferramenta para pensar, organizar ideias e reduzir a ansiedade, não para substituir o raciocínio humano”, afirmou.

Honorato recomenda que os estudantes mantenham uma rotina saudável durante a reta final dos estudos. Segundo ele, práticas como dormir bem, praticar atividade física e revisar o conteúdo de forma tranquila ajudam no equilíbrio emocional. “Agora é a hora de confiar no que foi aprendido. A IA pode apoiar, mas a mente precisa estar calma para desempenhar bem nas provas”, destacou.

O pesquisador também aponta que a tecnologia pode servir como um “supercérebro” na fase de revisão, oferecendo recursos como geração de flashcards, resumos, podcasts e testes personalizados. “Ferramentas como o Notebook LM, do Google, permitem transformar materiais em conteúdo auditivo ou visual para revisar durante outras atividades. Mas tudo depende do tipo de aluno e da forma como ele aprende”, explicou.

Entretanto, Honorato faz um alerta sobre os riscos do uso inadequado da IA. “Se o estudante não souber controlar vieses e alucinações, pode acabar estudando com informações equivocadas. É essencial ter o letramento em Inteligência Artificial para saber usar corretamente e de forma segura”, afirmou. Ele recomenda buscar cursos gratuitos em plataformas como Google e OpenAI para aprender a utilizar as ferramentas de maneira responsável.

Na reta final antes das provas, Renata reforça a importância da calma e da confiança. “A dica é revisar tudo o que aprendeu e tentar colocar em prática. Estude com tranquilidade e foco, porque é assim que dá para fazer uma boa prova”, concluiu.

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