O ator belga é alvo de investigação na Romênia, acusado de manter relações sexuais com modelos traficadas durante evento em Cannes.
O astro de ação belga Jean-Claude Van Damme foi acusado de manter relações sexuais com cinco vítimas de tráfico humano pela Diretoria Romena de Investigação do Crime Organizado e Terrorismo (Diicot).
A petição inicial alega que o ator sabia do estado em que se encontravam as mulheres, mantidas em cativeiro por operação liderada por Morel Bolea, empresário e dono de uma agência de modelos romena.
O crime teria ocorrido em um evento organizado por Van Damme em Cannes, na França, e o quinteto teria sido “presenteado” ao protagonista de O Grande Dragão Branco (1988). Datas específicas, contudo, não foram divulgadas.
O advogado Adrian Cuculis, que defende uma das vítimas, alega também que as jovens estavam em claro estado de vulnerabilidade e tem testemunhas ao seu lado. Em comunicado oficial, ele afirmou:
“Vários romenos que estão sendo atualmente investigados pela formação de um grupo criminoso e pela prostituição de terceiras supostamente ofereceram os serviços de cinco romenas, modelos fotográficas no país, para que Jean-Claude Van Damme tivesse relações sexuais. A pessoa que recebeu tais ‘benefícios’ sabia das condições em que elas eram mantidas”.
O nome de Van Damme faz parte de uma investigação mais abrangente sobre tráfico humano na Romênia, iniciada em 2020, que também busca repreender o tráfico de menores de idade no país. Para que as acusações contra o ator sejam propriamente analisadas, o Tribunal Superior de Cassação na França agora tem que autorizar o processo penal em Cannes. Além disso, supostos envolvidos serão convocados a testemunhar na Romênia.
O último longa estrelado por Van Damme é o enredo de ação francês O Jardineiro e a Lista da Morte, previsto para estreia na Netflix em 10 de abril. Ainda na ativa, o ator estrela ao menos um filme por ano, sempre comprometido à persona viril e heroica que o fez famoso.
Até o momento, ele ainda não se pronunciou sobre a acusação.
Com informações da VEJA.