Defesa de William Gusmão discorda da decisão e afirma que vai recorrer.
William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, foi condenado pelo crime de importunação sexual contra a empreendedora Lilly Martins. O caso ocorreu em 2023, durante uma festa em Jussara, no noroeste de Goiás. A condenação foi definida por unanimidade pela 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás, após recurso apresentado no processo.
Inicialmente, William havia sido absolvido. Com a nova decisão, a Justiça acolheu uma das duas acusações de importunação sexual feitas contra ele. Segundo a defesa, a pena aplicada foi a mínima, de um ano de reclusão, sem condenação ao pagamento de danos morais. Os advogados informaram, no entanto, que ainda aguardavam o acórdão para verificar os detalhes da decisão.
Lilly Martins afirmou que esperou três anos pela condenação e relatou ter sido alvo de críticas públicas durante o processo. “A minha vida virou totalmente de cabeça para baixo. Então todo mundo fazia chacota com a minha cara, falava que eu só queria seguidores. Ele denegriu a minha imagem no Brasil inteiro. Então eu só queria justiça, e a justiça, graças ao meu bom Deus, chegou”, afirmou.
A empreendedora denunciou à Polícia Civil que foi importunada durante a festa. Na época, ela relatou que o episódio teria ocorrido em momentos de aproximação com William no evento. Segundo Lilly, ela ficou sem reação no momento e depois decidiu pedir que a namorada registrasse a situação.
Após a denúncia, William publicou um vídeo nas redes sociais com sua advogada e negou a acusação. Na gravação, ele afirmou que estava com os braços ocupados e disse que a jovem teria se aproximado dele. A defesa também alegou, à época, que os organizadores do evento informaram que havia seguranças e policiais militares no local, mas que nenhuma denúncia foi registrada durante a festa.
Em nota, a defesa de William Pimenta Gusmão afirmou que discorda da condenação e que a decisão ainda não é definitiva. Os advogados sustentam que o acusado nega a prática do crime e afirmam que ainda cabem recursos aos tribunais superiores.
A defesa também declarou que o Ministério Público teria se manifestado pela absolvição em primeira instância e em grau de recurso. Mesmo assim, a decisão do Tribunal de Justiça de Goiás manteve a condenação, e o caso ainda poderá ter novos desdobramentos na Justiça.