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Israel intensifica ataques em Gaza e testa frágil cessar-fogo

Bombardeios e confrontos deixaram ao menos duas mortes e aumentam a tensão entre Israel e Hamas.

31 de Outubro de 2025
Foto: REUTERS / Ebrahim Hajjaj

O Exército israelense realizou novos ataques aéreos na Faixa de Gaza na noite de quinta-feira (30), pelo terceiro dia consecutivo, matando duas pessoas, segundo informações da agência de notícias oficial da Autoridade Palestina, WAFA. As ofensivas reacendem a tensão em meio ao frágil cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e em vigor há três semanas.

De acordo com a WAFA, um palestino foi morto em um bombardeio israelense e outro foi atingido a tiros por forças israelenses. Um terceiro homem morreu em decorrência de ferimentos causados por ataques anteriores. O Exército de Israel ainda não se pronunciou sobre o caso.

O cessar-fogo, que deixou sem resolução temas como o desarmamento do Hamas e o cronograma de retirada israelense de Gaza, tem sido marcado por surtos esporádicos de violência. Entre terça e quarta-feira, ataques israelenses em resposta à morte de um soldado resultaram em 104 mortes, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

Apesar das retaliações, Israel afirmou na quarta-feira (29) que continua comprometido com o acordo. O governo israelense alega que o soldado foi morto por homens armados dentro da “linha amarela”, área que suas tropas haviam deixado sob a trégua. O Hamas nega a acusação.

Na quinta-feira, o grupo militante palestino entregou dois corpos de reféns israelenses mortos. Pelo acordo, o Hamas libertou todos os reféns vivos em troca da libertação de quase 2 mil prisioneiros palestinos e detentos de guerra. Israel, por sua vez, comprometeu-se a suspender as ofensivas e ampliar o envio de ajuda humanitária.

O pacto também prevê a entrega dos corpos de 28 reféns mortos em troca da devolução de 360 militantes palestinos mortos no conflito. Até o momento, o Hamas entregou 17 corpos e afirmou que precisa de mais tempo para localizar os demais. Israel acusa o grupo de violar a trégua por atrasar a entrega.

Segundo as autoridades de saúde de Gaza, o conflito iniciado há dois anos já matou mais de 68 mil palestinos e devastou grande parte do enclave. A guerra começou em outubro de 2023, após o ataque de militantes liderados pelo Hamas no sul de Israel, que deixou 1.200 mortos e 251 pessoas feitas reféns.

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