Tabatabai era responsável por rearmar o grupo e alvo de Israel desde a trégua de 2024.
O Exército de Israel confirmou que realizou um ataque aéreo neste domingo nos subúrbios do sul de Beirute, matando Haytham Ali Tabatabai, chefe do Estado-Maior militar do Hezbollah. Segundo as autoridades libanesas, cinco pessoas morreram, e outras 28 ficaram feridas no bombardeio.
Tabatabai era uma figura-chave no grupo xiita: comandava unidades importantes e segundo Israel trabalhava ativamente para restaurar a prontidão militar do Hezbollah para um possível conflito. Ele teria sido escolhido para a função depois das perdas entre os líderes do grupo no último confronto.
O ataque marca um endurecimento na política de Israel contra rearmamento do Hezbollah, mesmo após a trégua firmada em 2024. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país não permitirá que o grupo recupere poder e exigiu que o Líbano desarme a organização.
O Hezbollah reagiu com duras críticas, chamando o ataque de traiçoeiro e alertando para uma nova escalada. Um líder do movimento disse que a ofensiva cruzou uma “linha vermelha” e que os comandantes do grupo avaliarão a resposta adequada.
A comunidade internacional observa o episódio com preocupação. O Irã, aliado histórico do Hezbollah, condenou a morte de Tabatabai como uma grave violação da soberania libanesa e prometeu reforçar o apoio ao movimento.