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Israel mata mais três jornalistas em 24 horas em Gaza e Líbano

Número de profissionais mortos gera críticas e alerta sobre liberdade de imprensa.

Por: Portal Amz em Pauta
09 de Abril de 2026
Foto: Reprodução

A Força de Defesa de Israel (FDI) matou três jornalistas em um intervalo de 24 horas, sendo dois no Líbano e um na Faixa de Gaza. Com os novos casos, sobe para sete o número de profissionais de imprensa mortos no território libanês desde o início de março.

Entre as vítimas está a jornalista libanesa Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah, morta na cidade de Tiro, no sul do Líbano. Também no país, foi confirmada a morte de Suzan Al-Khalil, profissional da emissora Al-Manar.

Na Faixa de Gaza, o jornalista Muhammad Washah, da rede Al-Jazeera, foi morto após um ataque que atingiu o veículo em que ele estava. Segundo a emissora, um drone atingiu o carro a oeste da cidade de Gaza.

Em comunicado oficial, o Exército israelense assumiu a autoria do ataque em Gaza e afirmou que o jornalista atuava sob disfarce. “Washah atuava sob o disfarce de jornalista da Al Jazeera, explorando essa identidade para promover atividades terroristas contra as forças de defesa de Israel e o Estado de Israel”, declarou a FDI.

A acusação, no entanto, foi contestada pela emissora Al-Jazeera, que negou qualquer vínculo do profissional com grupos armados e destacou que Washah atuava como jornalista desde 2018.

A Al-Jazeera classificou o episódio como um crime grave e afirmou que a ação representa uma violação das normas internacionais. Em comunicado, a emissora declarou que o caso reflete uma política de perseguição a jornalistas e tentativa de silenciamento da imprensa.

O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, também condenou os ataques. “O assassinato de jornalistas em Gaza e no Líbano hoje não é incidental – é parte de um ataque mais amplo à liberdade de imprensa. A comunidade internacional deve agir agora para detê-lo”, afirmou a entidade.

Com a morte de Washah, chega a 262 o número de jornalistas mortos na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023, segundo dados citados por organizações internacionais.

Os números ampliam a preocupação de entidades de imprensa, que apontam o conflito como um dos mais letais para profissionais da mídia na história recente.

Segundo levantamentos citados por organizações do setor, o total de jornalistas mortos nesse conflito já supera o registrado em diversos outros cenários de guerra ao longo da história, incluindo conflitos como as duas guerras mundiais, Vietnã, Síria e Ucrânia.

A continuidade das mortes de profissionais de imprensa em áreas de conflito tem intensificado o debate internacional sobre a proteção de jornalistas e o respeito às normas que garantem o exercício da atividade em zonas de guerra.

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